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Dois responsáveis por disseminar um áudio manipulado atribuído ao prefeito de Manaus, David Almeida, foram identificados e devem ser ouvidos pela Polícia Federal (PF). A informação foi passada em coletiva de imprensa nesta sexta-feira (22) na sede da PF na capital, com a presença do gestor municipal e do superintendente da PF no Amazonas, Umberto Ramos.
David Almeida procurou a PF para denunciar o áudio fake que simula sua voz para proferir ataques contra os professores da rede municipal de ensino. Segundo o prefeito, a denúncia foi feita para que as fake news não tomassem uma dimensão maior.
“Esse é um crime que não vai ficar impune, vamos identificar quem criou, o responsável pela criação, disseminação e divulgação. Faz parte de um processo que vai ser tocado pela PF e que sirva de exemplo para que outros crimes [dessa natureza] não aconteçam”, afirmou o prefeito.
Questionado se o ataque teria motivação política, uma vez que as eleições municipais se aproximam, Almeida disse que vai esperar a conclusão das investigações. “Não vou acusar ninguém para não me antecipar aos fatos, vou esperar a apuração para fazer a identificação”, disse.
No entanto, o prefeito de Manaus acredita que o áudio foi deliberadamente criado e divulgado para colocá-lo em conflito com a classe dos professores, aproveitando o momento de tensão causado pelo não repasse do abono do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).
“Aparece essa fala para me colocar em rota de colisão com os professores, a quem tenho o maior respeito. Pelo respeito, admiração e prestígio que tenho com os professores, criaram esse áudio, com motivação estritamente eleitoreira”, enfatizou.
O superintendente da PF declarou que a investigação vai trabalhar para que ataques desse tipo não atrapalhem o processo eleitoral. “Nosso papel é defender os princípios básicos da democracia, defender que o processo eleitoral que se avizinha ocorra dentro de valores democráticos. Não existe anonimato na internet. Qualquer tipo de montagem ou fake news utilizando a Inteligência Artificial de maneira indevida com objetivo eleitoral será investigada e seus autores serão identificados e punidos”, disse Umberto Ramos.
Em análise preliminar, a perícia da PF conseguiu identificar que o áudio foi feito a partir de montagem com outros áudios que estão disponíveis na Internet. A investigação do caso deve ser concluída num período de 2 a 3 meses, segundo os policiais federais.
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