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O engenheiro Orlando Cabral de Holanda, um dos nomes mais respeitados da engenharia amazonense, morreu nesta terça-feira (7), aos 90 anos. Professor da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), ex-secretário municipal de Obras de Manaus e um dos primeiros engenheiros do Departamento de Estradas de Rodagem do Amazonas (DER-AM), ele construiu uma trajetória marcada pela competência técnica, pela discrição e por obras que ajudaram a moldar a infraestrutura da capital.
No DER-AM, participou da abertura de rodovias e ramais em diversas regiões do estado, integrando a equipe responsável pela expansão da malha viária amazonense em um período de grandes desafios para a engenharia na Amazônia.
Entre 1989 e 1992, no primeiro mandato do então prefeito Artur Virgílio Neto, comandou a Secretaria Municipal de Obras de Manaus. À frente da pasta, sob inspiração direta do então prefeito, conduziu projetos voltados principalmente à drenagem urbana, ao saneamento básico e à ampliação da capacidade viária da cidade, antecipando soluções para o crescimento acelerado da capital.
Entre as intervenções que marcaram sua atuação estão a continuação das avenidas Djalma Batista e Recife até a região da Rodoviária de Manaus e do atual Carrefour Flores, criando um importante corredor de ligação entre as zonas Centro-Sul e Norte. Também participou da implantação do eixo viário que deu origem às atuais avenidas Jacira Reis e Telmário Pinto, prolongando a Darcy Vargas.
Orlando Holanda também esteve à frente da duplicação da avenida Max Teixeira, na Cidade Nova, obra que ampliou a capacidade de uma das principais vias da Zona Norte. Coordenou ainda a abertura da avenida Raimundo Parente, ligando o conjunto Ajuricaba à Torquato Tapajós, e o asfaltamento da avenida Autaz Mirim, transformando uma via que durante anos se tornava praticamente intransitável no período chuvoso em um dos principais corredores da Zona Leste.
Nos segundo e terceiro mandatos de Artur Virgílio, voltou à Prefeitura como principal consultor da área de infraestrutura. Tornou-se referência no diagnóstico e na recuperação de sistemas de drenagem e galerias subterrâneas, sendo frequentemente chamado para solucionar problemas complexos em avenidas como Djalma Batista, Constantino Nery e Torquato Tapajós. Muitas das soluções técnicas concebidas por sua equipe continuam em operação até hoje.
Paralelamente à vida pública, dedicou-se ao magistério na Universidade Federal do Amazonas, formando gerações de engenheiros. Entre ex-alunos, era reconhecido pela sólida formação técnica, pela experiência prática acumulada em décadas de obras e pela disposição em compartilhar conhecimento.
Orlando Cabral de Holanda nasceu em 14 de setembro de 1935 e faleceu em 7 de julho de 2026, aos 90 anos.
O velório acontece na Funerária Canaã, localizada na avenida Major Gabriel, nº 1.833, Centro, Capela 1, iniciado às 17h30 desta terça-feira (7). O sepultamento está previsto para as 16h desta quarta-feira (8), no Cemitério São João Batista, em Manaus.
Com sua morte, o Amazonas perde um dos engenheiros que ajudaram a construir a cidade moderna. Seu legado permanece nas ruas, avenidas, sistemas de drenagem e obras de infraestrutura que continuam servindo diariamente milhares de manauaras.

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