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A população do Chile volta às urnas, neste domingo (17/12), para dizer se concorda ou não com uma nova Constituição, que substituirá a que está em vigor, confeccionada em 1980, durante a ditadura de Augusto Pinochet.
Quase 80% da população votou, há quase três anos, para redigir uma nova Constituição, após violentos protestos contra a desigualdade no país.
A primeira Constituição reescrita tinha foco em benefícios sociais, direitos ambientais, paridade de gênero e direitos indígenas. No entanto, 62% dos chilenos rejeitaram o texto da esquerda, no plebiscito realizado em setembro deste ano.
Uma nova proposta – a que será votada hoje – começou a ser redigida por um conselho composto majoritariamente pela direita. A maior representação dentro desse conselho é do Partido Republicano, organização de extrema-direita fundada pelo ex-candidato à presidência José Antonio Kast.