
Foto: Divulgação/Eliana Nascimento/SES-AM
Com o objetivo de destacar a importância do registro no campo “raça e cor” nos sistemas de informação em saúde e difusão da portaria nº 2.663/2017, a Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM), por meio do Departamento de Regulação, Avaliação e Controle Assistencial e em colaboração com a Coordenação Estadual de Educação Permanente em Saúde de Qualificação Para Multiplicadores, promoveu um mutirão de oficinas que teve início na última terça (5) e encerrou nesta quinta-feira (7/12).
A Coordenação Estadual de Saúde para os Povos Indígenas (CESPI), preocupada com a fragilidade dos registros no atendimento a esta população e frente à necessidade de construir uma base de dados sólida que reflita o quadro epidemiológico dessas populações, percebeu uma necessidade de formar profissionais que pudessem entender a importância de um registro adequado e contribuir para que esses dados possam substituir a construção de políticas mais específicas, bem como de receber incentivo financeiro para a adequação do ambiente em favor desta população.
O secretário executivo de Atenção Especializada, Everton Bandeira, destacou a importância do acolhimento e empatia a todos os pacientes antes desse registro. “É importante que quem esteja na linha de frente sempre cumprimente com um ‘boa tarde’, ‘bom dia’ e um sorriso, pois esses são elementos essenciais para manter uma boa conexão com o paciente”.
O Amazonas abriga atualmente cerca de 490.854 indígenas autodeclarados, representando 28,98% da população indígena do país, de acordo com o último Censo do IBGE de 2022. Entre os municípios com maior número de indígenas, Manaus lidera com 71,7 mil, seguida por São Gabriel da Cachoeira com 48,3 mil e Tabatinga com 34,5 mil. Outros municípios como São Paulo de Olivença, Autazes e Tefé também possuem significativas populações indígenas.
Ronaldo Seixas Barros, coordenador estadual de Saúde dos Povos Indígenas, enfatiza a importância de trazer essas informações da portaria para os servidores da SES-AM.
“A oficina tem como objetivo aprimorar o registro da ‘raça e cor’ no atendimento à população indígena, com foco na instrução sobre acolhimento adequado e assistência personalizada para cada paciente. Além disso, busca incentivar a implementação de atenção especializada nas unidades de saúde da capital”, finalizou.
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