16/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Ministério da Justiça dá 24h para empresa privatizada esclarecer apagão em São Paulo

Publicado em 06 de novembro, 2023

Ministério da Justiça dá 24h para empresa privatizada esclarecer apagão em São Paulo

O Ministério da Justiça deu 24 horas para a Enel prestar informações sobre o apagão que atingiu a cidade de São Paulo e a região metropolitana da capital na última sexta-feira (3/11).

Mais de 400 mil moradores continuam sem energia nesta segunda-feira (6/11), de acordo com o prefeito Ricardo Nunes (MDB).

A concessionária deverá informar à Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) sobre o prazo para regularização do serviço, os canais de atendimento disponibilizados, o planejamento para enfrentar a situação e as estratégias para minimizar danos e ressarcir os consumidores.

A Enel também foi notificada para esclarecer ao Ministério da Justiça se há um plano de contingência diante de eventos climáticos extremos, com detalhamento de ameaças e recursos envolvidos na solução do problema.

A pasta ainda pediu que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) informe o monitoramento da prestação contínua e eficiência da concessionária e criou um canal de denúncias para acompanhar o atendimento feito pela Enel aos consumidores.

No sábado (4/11), a Enel disse que o fornecimento de energia em São Paulo será majoritariamente restabelecido até terça-feira.

O diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Sandoval Feitosa, deve se reunir na tarde desta segunda com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), para “discutir ações futuras e medidas preventivas para deixar a rede de distribuição menos vulnerável aos eventos climáticos”.

O Ministério Público de São Paulo (MPSP) vai abrir, ainda nesta semana, uma investigação contra a Enel por suposta omissão no restabelecimento de energia para os consumidores em São Paulo.

No inquérito, os promotores paulistas querem saber o motivo de tantos consumidores terem ficado dias sem energia e se a Enel tem a quantidade suficiente de empregados para atender às demandas emergenciais nos 24 municípios onde a companhia italiana atua.

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