19/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Venezuelanos são condenados a mais de 50 anos de prisão por matarem mulher a facadas no Mauazinho

Publicado em 27 de outubro, 2023

Venezuelanos são condenados a mais de 50 anos de prisão por matarem mulher a facadas no Mauazinho

Foto: Raphael Alves/TJAM

Andres Eduardo Munos Pinto e Teresa de Jesus Hernandez Bemon, ambos venezuelanos residentes em Manaus, foram denunciados e condenados na última quinta-feira (26/10) pelo Conselho de Sentença da 2ª. Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Manaus.

Os réus foram condenados pelo assassinato de Yemmy Yenileth Rodriguez, crime praticado no dia 5 de julho de 2022, por volta das 14h, no Beco Asa Branca, Bairro Mauazinho, zona Leste de Manaus.

De acordo com a Denúncia do MP, Teresa de Jesus Hernandez Bemon contratou Andres Eduardo Munos Pinto para que matasse Yemmy Yenileth Rodriguez. O motivo seria porque Teresa de Jesus não concordava com o relacionamento de seu filho com a vítima.

Pelo crime de homicídio triplamente qualificado (mediante paga e por motivo torpe, meio cruel e impossibilidade de defesa), Andres Eduardo Munos Pinto terá de cumprir uma pena de 27 anos e um mês de prisão em regime fechado. Pelo mesmo crime, Teresa de Jesus Hernandez Bemon, recebeu uma condenação de 24 anos e seis meses de prisão em regime fechado.

Andres Eduardo Munos Pinto está preso desde a época do crime e, na leitura da sentença a magistrada presidente da Sessão de Julgamento Popular manteve a prisão preventiva, decretando o cumprimento provisório da pena. Teresa de Jesus Hernandez Bemon aguardava o julgamento em liberdade, porém, com a condenação acima de 15 anos de reclusão a magistrada decretou a prisão preventiva em plenário para imediatamente iniciar o cumprimento provisório da Pena.

Tanto defesa quanto o Ministério Publico podem recorrer da sentença.

A sessão de julgamento foi presidida pela juíza Danielle Monteiro Fernandes Augusto e o Ministério Público do Estado do Amazonas (MPE/AM) esteve representado pela Promotora de Justiça Clarissa Moraes Brito.

Pelo fato de os réus e a maioria das testemunhas serem venezuelanos com fluência na língua espanhola, houve a necessidade de utilizar os trabalhos de um intérprete, que traduziu todos os depoimentos e interrogatórios durante o julgamento.

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