
Corregedor substituto afasta Ari (fotoi), que promete ir à Justiça. Foto: Ana Jatahy/ TCE-AM
O conselheiro Ari Moutinho, do Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM), pode ser afastado de suas funções. A decisão foi tomada pelo conselheiro Júlio Pinheiro, que substitui o corregedor do colegiado, o próprio Moutinho, que está licenciado. O ato ainda será submetido ao colegiado do TCE-AM.
Ari pediu afastamento “para tratamento de saúde”, depois que a conselheira Yara Lins o denunciou, em delegacia de polícia, por agressão verbal. Na ocasião, Ari Moutinho disse que se tratava de retaliação por ter votado em branco, na eleição antecipada de Yara para substituir o atual presidente, Érico Desterro, a partir de janeiro do ano que vem.
Ari Moutinho é graduado em Administração de Empresas, com especialização em Comércio Exterior. Foi vereador, deputado federal e secretário de Estado de Governo do Amazonas. A nomeação dele, como conselheiro do TCE-AM, feita pelo então governador Eduardo Braga, se deu em dezembro de 2008. Já foi presidente do colegiado, no biênio 2018-2019, ouvidor-geral, coordenador geral da Escola de Contas e presidente da Segunda Câmara.
O imbróglio no TCE-AM vai parar na Justiça Comum. Yara Lins tem maioria entre os conselheiros, contando com o apoio, além de Júlio Pinheiro, de Josué Neto, Luiz Fabian e Mário de Mello. Mas o processo vai longe.
Yara nomeou, como advogada, a criminalista Catharina Estrella, que, recentemente, foi notícia nacional por ter sido chamada de “cadela” pelo promotor Walber Luiz. Catharina conseguiu a aposentadoria de Walber, depois que o episódio se tornou um escândalo de grande repercussão.
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