
Eduardo Bolsonaro comparou “professores doutrinadores” a “traficantes de drogas” durante o 4º Encontro Nacional do ProArmas pela Liberdade. Foto: Divulgação
A Associação dos Professores da Universidade do Paraná (APUFPR) entrou com uma ação civil pública contra o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que comparou o que classificou como “professores doutrinadores” a “traficantes de drogas” em discurso durante um evento pró-armas, em julho deste ano, em Brasília.
A entidade pede que o deputado pague R$ 20 mil a cada um dos mais de 3,1 mil integrantes por danos morais, num total de mais de R$ 62 milhões. A associação também quer que Eduardo publique uma retratação pública.
De acordo com a APUFPR, “as ofensas proferidas pelo parlamentar veiculam estereótipos que reforçam abusivamente a discriminação e o preconceito contra as professoras e os professores”.
“A conduta do deputado coloca em risco a integridade física de todas as professoras e professores, ao incitar o preconceito e o ódio contra toda a categoria, instigando militantes radicalizados e armados a agirem e tratarem os docentes como ‘inimigos’ das famílias brasileiras’, diz a entidade.
A fala de Eduardo Bolsonaro ocorreu no 4º Encontro Nacional do ProArmas pela Liberdade, realizado em 9 de julho deste ano, na Esplanada dos Ministérios.
“Não tem diferença de um professor doutrinador para um traficante de drogas que tenta sequestrar os nossos filhos para o mundo do crime. Talvez o professor doutrinador seja pior”, disse Eduardo Bolsonaro.
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