
Foto: Canal Gov
Em coletiva de imprensa nesta sexta-feira (13), a ministra do Meio Ambiente e Mudança Climática, Marina Silva, anunciou o envio de mais 100 brigadistas do Ibama, além de 200 kits de equipamentos e disponibilização de dois helicópteros para combater as queimadas no Amazonas. A medida totalizará 300 brigadistas atuando no estado para enfrentar os focos de incêndio.
Segundo a ministra, a pasta está agindo em diversas frentes, incluindo ajuda humanitária, para enfrentar os focos de incêndio que assolam a região desde setembro. A fumaça das queimadas tem encobrido os céus da capital Manaus por três dias seguidos.
Ainda de acordo com Marina Silva, serão destinados os recursos necessários para a ajuda humanitária a partir do envio dos planos de trabalho municipais encaminhados para o Ministério. Até o momento, apenas 22 municípios do Amazonas enviaram seus planos de trabalho. Ao todo, 55 cidades amazonenses estão em estado de emergência por conta da estiagem.
“É uma situação de extrema gravidade pelo cruzamento de três fatores. O primeiro deles é a grande estiagem provocada pelo El Niño e agravada pela problema da mudança do clima. A matéria orgânica em grande quantidade ressecada e o ateamento de fogo em propriedades particulares e área públicas de forma criminosa fazem com que se tenha duas frentes de combate no estado do Amazonas: a frente do sul do Amazonas dentro de terras públicas federais, e no entorno de Manaus, sobretudo na região do Careiro e de Autazes, onde temos nesse momento vários focos de calor”, disse Marina.
A ministra também fez um apelo à população para que contribua com a interrupção de queimadas. Segundo ela, os incêndios que assolam o Amazonas não são naturais.
O principal vetor das queimadas é o desmatamento. Não existe fogo natural na Amazônia, ou ele é feito propositalmente por criminosos, ou a transformação da cobertura vegetal para determinados usos e depois o ateamento de fogo”, enfatizou.