
Recicladora é embargada por ameaça ao meio ambiente, diz o Ipaam
A empresa Royal Max do Brasil Ind. e com. Ltda., recicladora, foi embargada pelo Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam). A punição foi lavrada pelos analistas ambientais Hermógenes Rabelo e Alexandre Souza e Silva. Estabelecida no Polo Industrial de Manaus (PIM), a Royal já havia recebido três multas, em valores que chegam a R$ 3,506 milhões.
O embargo inclui atividades e serviços de armazenamento, depósito, segregação, processamento de resíduos industriais classes I e II, sem a licença do Ipaam.
A recicladora é embargada sob a acusação de “depositar/ dispor resíduos industriais classes I e II (sucatas metálicas e não metálicas, borras de pintura e de tinta papel/ papelão, construção civil, borra oleosa) a céu aberto, sem autorização do órgão ambiental”. É o que diz o Auto de Infração (AI) Nº 606/2023. A multa, só nesse AI, foi de R$ 2,505 milhões.
A empresa afirma, no seu perfil do Linkedin, ter mais de 500 fornecedores e tem clientes conhecidos, como Moto Honda e Yamaha.
Os analistas ambientais do Ipaam, inicialmente, notificaram a Royal Max (455/2023), no dia 27 de setembro deste ano. Pediram arquivo digital com relatório de armazenamento de produtos perigosos. E o Certificado de Movimentação Operacional de Produtos Perigosos (MOPP), dos motoristas que operam caminhões da empresa.
No mesmo dia (27/09), a empresa recebeu as multas. A primeira (606/2023), de R$ 2,505 milhões, por falta da licença ambiental. A segunda (607/2023), de R$ 500,5 mil, por deixar de atender a condicionantes da Licença de Operação Nº 196/12-03, com alteração de 11/05/2023. E a terceira (608/2023), no valor de R$ 500,5 mil, pelo armazenamento sem licença do Ipaam.
As três multas foram lavradas no dia 27/09 e a empresa tem 20 dias para pagar ou apresentar defesa.
O portal tentou entrar em contato com a Royal Max, pelo telefone (92) 2021-80.., mas ninguém responde. A empresa tem o direito de resposta assegurado, assim que enviá-la.
