21/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

No Largo São Sebastião, bandas comemoram 20 anos de lançamentos que fizeram história

Publicado em 08 de setembro, 2023

No Largo São Sebastião, bandas comemoram 20 anos de lançamentos que fizeram história

Foto: Divulgação

As bandas Chá de Flores, Espantalho e Zona Tribal irão comemorar no sábado, 9, os 20 anos de lançamento dos seus respectivos álbuns musicais, pelo extinto projeto “Valores da Terra” da Prefeitura Municipal de Manaus. O evento acontecerá no Largo São Sebastião, Centro de Manaus, a partir das 17h e é aberto ao público. A primeira banda a entrar no palco será a Chá de Flores, seguida pela Espantalho e na sequência virá a Zona Tribal. “Será uma noite para celebrarmos um movimento que resolveu contar e cantar sua própria história”, declarou o vocalista da banda Espantalho, Marcos Terranova.

O produtor e vocalista da banda Zona Tribal, Mencius Melo, também exaltou a postura e a atitude daquela geração de artistas que resolveram romper barreiras. “Não se trata apenas de comemorar lançamentos de álbuns, é muito mais que isso: se trata de comemorar marcos artísticos, símbolos de um tempo em que as bandas de rock de Manaus resolveram mostrar seus trabalhos, seus discursos e visão de mundo, ou seja: nós queríamos ser ouvidos e percebidos como artistas da terra, com atitude e coragem! Não importava se alguém não gostasse”, pontuou.

Naquela noite

Era uma noite quente e úmida de setembro do ano de 2003. Na icônica Usina Chaminé, liberada pelo gestor da então Secretaria de Estado da Cultura (SEC), Robério Braga, as bandas Espantalho, Zona Tribal e Chá de Flores lançavam em conjunto, seus três respectivos álbuns.

Era a efervescência de um projeto municipal que jamais voltou a se repetir na cena cultural do Amazonas: o “Valores da Terra”.

Naquela noite, as três bandas brindaram o público com poesia, crítica, originalidade e atitude. 20 anos depois isso voltará a acontecer.

Bosco Leão, produtor, escritor, cineasta e vocalista da banda Chá de Flores recorda aquela momento. “Estávamos estressados porque coube as bandas, produzir e organizar o evento”, lembrou. “Depois de muito trabalho, tínhamos que encarar alguns entraves como um morador que resolveu reclamar da altura do som, na Usina Chaminé”, narrou. O artista resgatou outro detalhe. “Além de estarmos nervosos por conta de tudo, uma nuvem de chuva resolveu aparecer em cima da Usina Chaminé”, contou. “Chuviscou um pouco, mas, depois passou e a noite foi só alegria”, recordou Bosco Leão.

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