12/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

PF investiga grilagem de terras no sul do Amazonas

Publicado em 29 de agosto, 2023

PF investiga grilagem de terras no sul do Amazonas

Grupos são suspeitos de grilar e desmatar áreas de propriedade da União. Foto: Divulgação/PF

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta terça-feira (29) a Operação Xingu para reprimir diversos crimes ambientais praticados no Sul do Amazonas. O caso envolve um grileiro, dois pecuaristas e um técnico de georreferenciamento, responsável pelo esquentamento de imóveis rurais junto ao INCRA e ao Cadastro Ambiental Rural.

A investigação foi iniciada a partir de denúncias de conflito agrário e desmatamento para exploração de gado, localizada entre os municípios de Boca do Acre e Lábrea/AM, que foram confirmadas por diligências de campo e análise de imagens de satélite.

A organização criminosa foi responsável por destruir cerca de 800 hectares de mata nativa amazônica, no ano de 2022, causando um prejuízo ao meio ambiente calculado em mais de R$ 17 milhões de reais, que serão objetos de ressarcimento.

A PF também deflagrou a Operação Terra Prometida para reprimir organização criminosa destinada à prática de crimes de desmatamento, invasão de terra pública, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro na Floresta Estadual do Antimary, no Acre. Entre os alvos de prisão está um dos condenados pelo assassinato da missionária americana Dorothy Stang, morta no ano de 2005.

O total da área desmatada foi de 598 hectares naquela Floresta, o que corresponde a quase 600 campos de futebol. Somados os desmatamentos cometidos pelos antigos e atuais invasores, o prejuízo ao meio ambiente alcançou um valor aproximado de R$ 18 milhões de reais.

Como resultados das duas operações, foram cumpridos 04 mandados de prisão preventiva, 25 mandados de busca e apreensão e 06 mandados de proibição de acesso e frequência à área Floresta Estadual do Antimary.

Em virtude dos fatos apurados nas duas operações, os investigados poderão responder judicialmente pelos crimes de associação a organização criminosa, invasão de terras públicas, desmatamento, falsidade ideológica, estelionato e lavagem de dinheiro, entre outros delitos acessórios, cujas penas somadas podem ultrapassar 20 anos de prisão.

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