
Suspeito já havia tentado contra a vida da jovem anteriormente. Foto: Divulgação
Gil Romero Machado Batista, 41, está sendo procurado pela Polícia Civil (PC-AM) pelo feminicídio de Débora da Silva Alves, que tinha 18 anos e estava grávida de 8 meses.
De acordo com o delegado Ricardo Cunha, titular da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), o suspeito já havia dado medicamentos abortivos para a vítima assim que a gravidez foi descoberta, mas eles foram ineficazes.
Em junho, Débora teria sofrido um novo atentado, mas estava munida de uma faca na ocasião e conseguiu se defender. Ela não levou o caso até a polícia e apenas o contou para familiares e alguns amigos.
No dia do crime, a jovem saiu de casa para pegar dinheiro com Gil Romero, que é o pai do bebê que ela esperava, para comprar o berço e depois não foi mais vista.
As investigações mostraram que Romero saiu da usina onde trabalhava como vigilante no meio do expediente, retornou posteriormente e o horário do fato coincidia com o desaparecimento de Débora.
Gil Romero também é proprietário de um bar no bairro Grande Vitória, próximo de onde Débora morava. O seu gerente identificado como “Nego”, preso nesta quinta-feira (3) por envolvimento no crime, costumava cometer furtos na usina a mando do seu chefe.
No dia do fato, “Nego” foi até a usina em uma picape vermelha para cometer os furtos e começou a fazer o serviço quando Gil Romero saiu por volta das 23h30.
“Gil Romero vai ao encontro de Débora tentando fazer as pazes porque há cerca de um mês ele tinha tentado contra a vida dela. Diz que é um homem casado, mas que estava disposto a ajudar com alguma coisa pra criança. Ela mais uma vez, iludida por ele, caiu nessa emboscada e foi levada no veículo de volta pra empresa onde ele trabalhava”, disse a delegada Deborah Barreiros, adjunta da DEHS.
“Nego” relatou que precisou ficar escondido dentro de um galpão porque o inspetor chegou enquanto ele cometia os furtos. Após sua saída, ele pergunta para o chefe se já pode ir embora.
Nesse momento, Gil Romero pede para que “Nego” vá até o seu carro, um Honda Civic preto, onde Débora já estava morta com sinais de asfixia. Em seguida, ela é colocada dentro de um tonel em um galpão abandonado da usina e é ateado fogo em seu corpo.
“Depois desse crime horrendo e dessa ocultação de cadáver, o ‘Nego” entrou nessa picape vermelha e foi embora por volta das 4h30. Nós conseguimos toda essa cronologia confirmada com as câmeras de segurança. E o Gil Romero permaneceu trabalhado até o fim do seu turno como se nada tivesse acontecido”, finalizada Barreiros.
A jovem teve os pés cortados e diversos ossos quebrados para que coubesse dentro desse tonel que foi fechado e jogado em uma área de mata da empresa.
Tanto o Honda Civic preto e a picape vermelho já foram apreendidos pela polícia.