07/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Documentário ‘Damas do Samba’, no Curta!, lembra trajetórias de Beth Carvalho, Dona Ivone Lara, Leci Brandão e Alcione

Publicado em 30 de julho, 2023

Alcione em cena do documentário “Damas do Samba”, de Susanna Lira. Foto: Divulgação/Curta!

Não tem como falar em samba sem mencionar a presença feminina, de artistas fundamentais na criação, consolidação e perpetuação do ritmo, tanto no passado quanto no presente. O documentário “Damas do Samba”, de Susanna Lira, a ser exibido no Curta!, faz um breve passeio pela história de algumas dessas mulheres, apresentando veteranas consagradas e talentos da nova safra. Entre as figuras icônicas, Tia Ciata, em cuja casa foi composto o clássico “Pelo Telefone”, considerado o primeiro samba gravado no país.

A estreia é na Segunda da Música, 31 de julho, às 21h30. “Damas do Samba”, da Modo Operante Produções, pode ser assistida também no Curta!On – Clube de Documentários, disponível na Claro TV+ e em CurtaOn.com.br.

Com imagens de arquivo, entrevistas e muita música, o documentário conta histórias de cantoras e compositoras como Clara Nunes, Leci Brandão, Jovelina Pérola Negra, Beth Carvalho, Clementina de Jesus e Alcione.

Entre os muitos momentos preciosos do filme, está Dona Ivone Lara com sua interpretação à capela de “Sonho Meu”. O carnaval ganha vida através das palavras e canções das mulheres e a produção celebra o poder delas, seja como passistas, madrinhas, musas ou operárias, exaltando sua criatividade, espírito empreendedor e força inspiradora, todas qualidades que contribuíram para fazer do samba o ritmo mais representativo e autêntico do país.

Em um dos depoimentos, Alcione, a Marrom – que celebra 50 anos de carreira -, detalha o momento em que chegou ao Rio de Janeiro. Relembra também quando conheceu a Estação Primeira de Mangueira (a escola de samba) e seus ícones: Cartola, Nelson Cavaquinho, Dona Zica e Dona Neuma, tendo mergulhado em um universo diferente do samba maranhense com o qual estava acostumada.

“Depois que cheguei no Rio de Janeiro, que é a capital do samba, eu fui apresentada à Mangueira, que era a minha escola do coração. Sempre gostei da Mangueira. E, aí, eu fui virando voluntária das coisas da Mangueira e fui passando a compreender as necessidades. Eu queria participar de qualquer maneira, não queria ir só bonita para desfilar”, comenta Alcione. A cantora é o tema da escola verde e rosa para o carnaval de 2024.

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