
Foto: Divulgação
Nos dias 21 e 22 de julho, ocorreu em Carauari, no interior do Amazonas, um encontro de lideranças de manejo para discutir o avanço do garimpo em territórios protegidos da Amazônia onde vivem ribeirinhos e indígenas.
A região conta com projetos de sustentabilidade como o manejo do Pirarucu, o Programa Quelônios da Amazônia e Pé-de-pincha, sistemas de captação de água da chuva, geração de energia solar, extrativismo da borracha, do murumuru, açaí, produção de farinha e muitos outros.
Também existem diversas modalidades de Área Protegida como Terras Indígenas, Reservas Extrativistas como a do Médio Juruá e Reservas de Desenvolvimento Sustentável Uacari, além de figurar entre os Sítios Ramsar, uma categoria internacional que visa a preservação de áreas úmidas.
O evento criado pelo Coletivo Território Médio Juruá (TMJ) que congrega as entidades da região, contou com o apoio da Organização Operação Amazônia Nativa (OPAN); e teve como palestrantes técnicos do Movimento pela Soberania Popular na Mineração (MAM), Instituto de Educação do Brasil (IEB).
Como resultado do evento, os participantes propuseram declarar o Juruá como Rio livre de garimpo, conceito que deve ser entendido a outras regiões.
“A região do Rio Juruá é fundamental para a garantia da preservação da floresta amazônica como um todo. Ainda temos aqui muita vegetação primária, uma região praticamente livre de desmatamento e que abomina o garimpo ilegal. Então fazemos questão de vir e fortalecer as parcerias pra que o lugar continue preservado e assumimos o compromisso de impedir a chegada do Garimpo ilegal no Rio Juruá, o que também vale para o Rio Purus”, disse o superintendente do IBAMA no Amazonas, Joel Araújo.
O evento é promovido pelo Fórum Território Médio Juruá (FTMJ) que congrega as entidades da organização da sociedade civil como o Conselho Nacional dos Povos Extrativistas (CNS), Instituto Juruá, A Associação dos Produtores de Carauari (ASPROC), o Memorial Chico Mendes (MCM), a Associação das Mulheres (ASMANJ), e outras entidades da região.
Participaram os órgãos Públicos, além do IBAMA, Instituto Chico Mendes de Proteção da Biodiversidade (ICMBio), Secretarias de Meio Ambiente de Carauari e Itamarati e Câmara Municipal de Carauari; estiveram também Comunidades Indígenas como a dos Deni, Kulina, Katawixi e Xeruãs.
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