
Foto: Divulgação
Por Peta Cid
Especial para o Portal do Marcos Santos
Com um espetáculo de cores, beleza e emoção, o Boi Caprichoso levou para o Bumbódromo alegorias gigantes para encenar o primeiro ato do tema “O Brado do Povo Guerreiro”. A noite “Ancestralidade: a semente das nossas lutas” reafirmou as raízes ancestrais do povo Caprichoso, passadas por gerações, o saber ancestral dos povos amazônicos.
O apresentador Edmundo Oran e o levantador de toadas Patrick Araújo chegaram dos altos por um módulo estrela para comandar o espetáculo levando a galera ao delírio com a toada Chamada do Boi 2023 – Pode Avisar, ao toque da Marujada de Guerra.
A primeira alegoria, lenda amazônica Ypurê, a senhora da ganância, de Roberto Reis se transformou em plena arena. Seres gigantes foram içados pelo guindaste deixando à mostra outro cenário igualmente fantástico.
Na ancestralidade lendária do povo indígena Maraguá vive Ypuré, filha de Anhangá, conhecida como “demônio dos caminhos”, está em cada canto da floresta, acompanhada de outras duas criaturas horrendas, à procura daqueles que ousam agredir a natureza.

Foto: Divulgação
Representando a guerreia das lutas, a Cunhã Poranga Marciele Munduruku fez sua evolução. Na exaltação folclórica surgiram Boi Caprichoso e a sinhazinha da fazenda Valentina Cid, cujo vestido se transformou na arena em mais um momento de muita criatividade.
O show do Caprichoso era dinâmico e logo em seguida foi a vez da Vaqueirada fazer a sua evolução.

Foto: Divulgação
Cabocla Ribeirinha foi a figura típica regional toda confeccionada em palha, celebrando as mulheres que vivem nos beiradões dos rios, centrões das matas, nas aldeias indígenas, nas comunidades e mocambos como sua morada comum. Desde cedo, aprendem que a Amazônia é como uma grande mãe que a todos acolhe, nutre e sustenta.
Nas florestas do tapajós, estas mulheres se autodenominam “suraras”, guerreiras que herdaram das lutas de resistência dos povos indígenas e africanos a impressionante capacidade para lutar por uma causa. A porta-estandarte Marcela Marialva veio nesta alegoria.

Foto: Divulgação
Na celebração indígena com cunhã e pajé, surgiu um grande módulo de maloca que trouxe as tuxauas mulheres, as morubixabas, outro momento surpreendente.
Neste cenário surgiu a grande Tapiraiauara, a guardiã das águas, uma quimera descomunal e de grande poder, que desde muito tempo assusta quem dela duvidar. O ser trouxe para sua evolução a rainha do folclore, Cleise Simas.
Yreruá: a festa do guerreiro foi outro espetáculo do Caprichoso, em busca da cura do corpo e do espírito.
Ao vibrar o seu maracá, o Ipají, o poderoso pajé, após inalar o paricá, abre os caminhos do mundo sobrenatural para na sessão xamânica para curar os males.
O pajé Erick Beltrão se apresentou debaixo de forte chuva no momento em que o Caprichoso finalizava o ritual. Foi um momento de apoteose com a galera que brincou debaixo de chuva celebrando o espetáculo azul e branco.
Veja mais notícias em Entretenimento