
Crime foi cometido com requintes de crueldade, de acordo com a polícia
Marcelo dos Santos Amaral, 30, foi preso nesta quarta-feira (10) apontado como o autor da morte de Marlice Andrade da Silva, 39. A prisão foi efetuada na avenida Pedro Teixeira, bairro Dom Pedro, zona Centro-oeste de Manaus.
Marlice foi encontrada morta na última segunda-feira (8) na rua Rondônia, comunidade Itaporanga, bairro Cidade Nova, zona Norte da cidade. Ela foi agredida, estrangulada e estava com pés e mãos amarrados.
“Eu não fiz nada não. O que eu fiz eu tô arrependido, mas eu peguei ela me traindo com outro homem em cima da minha cama. Mas eu não fiz nada disso que vocês tão me acusando”, disse Marcelo para a imprensa.
De acordo com o delegado Ricardo Cunha, titular da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), o crime foi cometido com requintes de crueldade. Além de estar amarrada, a vítima apresentava diversos hematomas, indicando que foi torturada, amordaçada e asfixiada.
“O Marcelo é uma pessoa que demonstra violência há muitos anos. Ele já tem quatro prisões, sendo duas por roubo e duas por porte de arma. Inclusive ontem nós cumprimos, além do mandado do feminicídio, também um outro mandado que ele possuía em aberto”, relatou a delegada Marília Campello, adjunta da DEHS.
Vizinhos chegaram a ouvir os gritos da vítima, mas acreditaram se tratar de mais uma discussão do casal que eram frequentes. Eles estranharam o sumiço de Marlice no dia seguinte ao crime e, ao verificarem o casebre, encontraram o corpo.
Em depoimento, Marcelo confessa o crime, mas afirma que não tinha a intenção de matar a mulher. A polícia não acredita nessa versão devido ao grau de violência usado contra Marlice.
Ainda de acordo com a delegada, durante as diligências do caso, dois membros de facções criminosas foram presos em posse de arma de fogo. Eles estavam à procura de Marcelo para matá-lo.
Ao descobrir a traição, o acusado teria procurado líderes de organizações da área para pedir conselhos sobre o que fazer.
Marcelo foi indiciado por feminicídio e ficará à disposição da justiça.