
Foto: Reprodução YouTube/Pânico Jovem Pan
Entrevistado pela emissora Joven Pan, na tarde desta quarta-feira (3/5), o ex-presidente Jair Bolsonaro chorou ao comentar a Operação Venire, deflagrada pela Polícia Federal, da qual ele foi um dos alvos do mandado de busca e apreensão em sua casa, em Brasília.
A ação da PF investiga atuação de associação criminosa constituída para a prática dos crimes de inserção de dados falsos de vacinação contra a Covid-19 nos sistemas do Ministério da Saúde.
Hoje, a imprensa divulgou que os dados do cartão de vacina de Bolsonaro e da sua filha de 12 anos foram fraudados para que ambos pudessem entrar nos Estados Unidos, no final de dezembro do ano passado.
Durante a entrevista, Bolsonaro chorou. “Podiam perguntar sobre vacina para mim, cartão, eu responderia sem problema nenhum. Agora é uma pressão enorme, 24 horas por dia, o dia todo, desde antes de eu assumir a presidência até agora, e não sei quando isso vai acabar. E por que eu fico emocionado? Mexeu comigo, sem problema. Quando vai para esposa, para filhos, aí o negócio é desumano”, comentou.
O ex-presidente negou que tenha fraudado o cartão de vacina. “Não existe fraude da minha parte. As vezes em que eu viajei pelo mundo, uma vez para a Itália, se não me engano, eu até perguntei para a minha assessoria se era exigida a vacina; me disseram ‘sim’, então eu disse ‘se é sim, eu não viajo’. Daí veio a resposta oficial, país europeu, talvez a Itália, que eu estava dispensado da vacina. O tratamento dispensado a chefes de estado é diferente do cidadão comum. Tudo é acertado antecipadamente e em minhas idas aos Estados Unidos, em nenhum momento foi exigido cartão vacinal”.
Em relação à filha, Bolsonaro tentou justificar o fato de Laura não ter sido vacinada contra a Covid-19. “Minha filha, atualmente, tem um atestado médico e está dispensada de tomar vacina”, afirmou. Disse ainda que havia desconfiança sobre efeitos colaterais da vacina, como palpitação, dor no peito e falta de ar.
Durante busca e apreensão da Operação Venire na casa de Bolsonaro, foram presos dois seguranças do ex-presidente, assim como o tenente-coronel Mauro Cid, seu ex-assessor.
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