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Baseado em dois fundamentos, o Ministério Público do Amazonas (MPAM) pediu o arquivamento do inquérito policial que investiga o estupro de uma criança de 4 anos dentro do provador de uma loja em um shopping de Manaus.
O primeiro fundamento apontado pelo MP para o arquivamento é que as filmagens do local da suposta cena do crime foram coletadas diretamente pela mãe da vítima, não sendo preservadas e encaminhadas para a perícia criminal.
E o segundo é que os promotores alegam que não é possível reconhecer o suspeito no vídeo. Assim, não há motivo para continuar a investigação do caso.
O crime teria acontecido no dia 2 de março deste ano, quando a criança estava no provador de uma loja localizada em um shopping na zona Norte de Manaus.
Imagens de uma câmera de segurança mostram um homem entrando sozinho na área dos provadores. Uma mulher surge em seguida com a menina e vai até uma das cabines femininas. A criança se distrai, não percebe a direção e segue em direção ao compartimento masculino.
A vítima só retorna depois de um tempo, quando a mãe dela começa a procurá-la do lado de fora. A mãe contou à polícia que foi até o provador experimentar roupas e, ao sair, encontrou a filha saindo da ala masculina pedindo para ir embora. A criança, então, relatou o estupro para a mãe. O homem teria levantado a blusa da menina e tocado no corpo dela – ato que se configura como estupro de vulnerável.
O suspeito, Rogério Lindoso dos Passos, se entregou à polícia no dia 20 de março e disse que era inocente. Ele contou que o vídeo divulgado nas redes sociais sobre o crime foi editado e que ficou sabendo do caso somente no dia 10 de março.
“Eu não cheguei a falar com a criança e nem com a mãe. Eu entrei no provador, experimentei as roupas e saí”, explicou.
O homem afirmou ter entrado no provador da loja para experimentar duas calças, mas ninguém chegou a entrar em sua cabine.
Na última quarta-feira (19/4), ele foi colocado em liberdade. O juiz decidirá se vai ou não colher o pedido do MP para arquivar as investigações.