
Desemprego fica estável no trimestre encerrado em janeiro, em 8,4%, diz IBGE
O resultado é o menor para o período desde 2015. Na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior, houve queda de 2,9 pontos percentuais (p.p.).
Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua). O mercado esperava que a taxa atingisse 8,3% no período, segundo pesquisa da Reuters.
“Essa estabilidade ainda seria uma repercussão da redução da procura por trabalho nos meses de novembro e dezembro de 2022 sobre o início de 2023″, explica Adriana Beringuy, coordenadora da Pnad Contínua, em nota.
O contingente de pessoas desocupadas no trimestre foi de 9 milhões, o mesmo do trimestre encerrado em outubro, mas com registro de queda de 3 milhões de pessoas na comparação anual, quando havia 12 milhões de pessoas nessa condição, diz o instituto.
O contingente de pessoas ocupadas, por outro lado, registrou uma queda de 1 milhão de pessoas no período, indo para 98,6 milhões de pessoas, após uma sequência de expansão durante 2022.
“Esse efeito conjugado entre a estabilidade da população desocupada e retração do número de trabalhadores deixou a taxa de desocupação estável”, ressalta Beringuy.
O nível de ocupação, que mede o percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar, foi estimado em 56,7%, igualando o percentual alcançado no mesmo trimestre de 2016.
Na comparação com o mesmo período do ano passado, o contingente de ocupados segue crescendo, com alta de 3,4%. “Observamos, assim, dois panoramas: em uma análise de mais curto prazo é observada uma queda na formação de trabalho enquanto no confronto com um ano atrás o cenário ainda é de ganho de ocupação”, afirma Beringuy.
Veja mais notícias em Economia