07/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Estado encaminha estratégia para fortalecimento da bioeconomia no interior do Amazonas

Publicado em 16 de março, 2023

Foto: Divulgação/Frank Sena/Sedecti

O Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti), definiu o início das ações para a estruturação da cadeia produtiva do açaí, borracha e castanha. A medida que foi estabelecida nesta quarta-feira (15/03), segue as diretrizes do governador Wilson Lima, de interiorizar a economia do Amazonas potencializando a biodiversidade.

O secretário da Sedecti, Pauderney Avelino, explicou que as ações devem iniciar no mês de abril deste ano, em parceria com a Cooperação Técnica Alemã para o Desenvolvimento Sustentável (GIZ), com custo zero para os cofres públicos, focando os investimentos nas comunidades tradicionais.

“A gente precisa dar condições e aplicar recursos no caboclo e ribeirinho para que não haja desmatamento. Estamos trabalhando para dar dignidade a essas pessoas, potencializando a bioeconomia sustentável, industrializando os produtos que a floresta tem, gerando uma cadeia de valor e estamos determinando a prioridade no açaí, na castanha e na borracha, para início desse processo por parte da nossa equipe técnica”, pontuou Pauderney.

Conforme o secretário executivo de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), Jeibi Medeiros, o Amazonas tem uma lista de cadeias produtivas a serem estruturadas e o desafio era definir as prioridades. “Nessa reunião nós reafirmamos a parceria da GIZ e Sedecti para o desenvolvimento da bioeconomia do Amazonas, mas também encaminhamos um ponto de partida para trabalharmos as estratégias voltadas aos municípios do interior”, disse.

De acordo com a diretora de projetos da GIZ, Tatiana Balzon, esse trabalho possibilita uma evolução socioeconômica para a região Norte. A Giz vai ter o papel de mapear as cadeias de valor e além de prestar consultoria ao Estado e aos produtores rurais.

“A importância é de se manter a floresta em pé com as pessoas conseguindo utilizar essas cadeias produtivas, e a partir dessas cadeias gerando renda elas não vão precisar abrir roçado usando fogo avançando pela floresta e poderão se manter sem precisar ir para a cidade”, explicou.

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