
A história da motoqueira rodou as redes sociais, a partir de um vídeo com esses trajes. Foto: Reprodução
POR NATASCHA DANTAS – Do Portal do Marcos Santos
Mulher, mãe, orgulhosa proprietária de moto Yamaha R3, uma das mais vendidas do mercado, ela considera uma conquista ter se tornado empresária no ramo de lingeries e produtos de sex shop. Raquel Araújo, popularmente conhecida como “Miau Miau”, viralizou no mundo digital dirigindo uma motocicleta e usando pouquíssima roupa. Daí para alguém dizer que “estava só de calcinha”, pilotando a moto, em plena Ponta Negra, foi um pulo. Ela afirma que estava a caminho de flutuante, usava biquini, não calcinha, e enfrenta a oposição: “Sou solteira. Sou dona dos meus boletos e da minha vida”.
Raquel ganha a vida no mundo digital, naquele limbo que atende os desejos dos voyeurs e provoca protestos dos moralistas – tanto que já teve a conta bloqueada pelo FaceBook. Ela produz conteúdo adulto, nos quais é a modelo, além de vender lingerie e produtos de sexy shop. Foi assim que ganhou cada centavo para comprar a moto, que chama de “Chavosa”, há cerca de 1 ano: “Com muito esforço e trabalho”. É o pano de fundo da exposição de seus dotes físicos.
A venda de lingerie é feita na loja online, a @raquelingerie, mas ela se concentra mesmo é na produção de conteúdo para maiores de 18 anos. As vendas dispararam, depois do vídeo pilotando de biquini, que também viralizou em outros Estados. O negócio está funcionando tão bem, que a sexy influencer já sonha com a casa própria.
Confira a íntegra da entrevista com Raquel Araújo e, logo depois, mais fotos e vídeos dela:
Raquel Araújo – Começou em dezembro, do ano passado. A primeira vez foi um ensaio profissional, na ponte Rio Negro, produzindo um videoclipe. Como vendo conteúdo para maiores de 18 anos, achei que seria bacana algo novo e ousado, como pilotar apenas de biquíni em um cartão postal da nossa cidade.
Raquel – Todos sabem – impossível não saber depois que viralizou em todos os jornais (risos)! Sou solteira. Não devo nada a ninguém. Sou dona dos meus boletos e da minha vida. A opinião do público que não compra meus conteúdos adultos? É indiferente pra mim. Mas quem filmou foram minhas amigas, que me apoiam em todas as minhas loucuras.
Raquel – Biquini. É da loja @exclusiv4, que faz peças super diferenciadas de crochê, sob medida, para todos os corpos. Ahhh, coloca aí que minha moto tem proteção contra queda, tá?.
Raquel – A reação da surpresa. Pessoas ficaram muito impressionadas com uma “fora do padrão”, de biquíni, pilotando uma R3. Achei bacana que a única reação que eu percebi era de me filmar. Nada de ações desrespeitosas.
Raquel – Acho que andar de biquíni pilotando uma moto já é o suficiente (risos).
Raquel – Tenho sim. Sempre sonhei em ter uma moto. Na verdade, qualquer moto. Com a ajuda de Deus e meus clientes comprei a Chavosa, uma R3 que é uma maravilha.
Raquel – Eu piloto de biquíni e de saída de banho. Naquele vídeo que viralizou, eu estava indo pro flutuante, quando pedi pra minha amiga gravar. Acho sensacional porque aqui em Manaus nunca vi nenhuma mulher fazer isso. Na orla do Rio de Janeiro e “aí pra fora” é super comum as meninas pilotarem com motos até maiores que a minha e só de biquíni, literalmente. As pessoas se espantam à toa, com tão pouco! Quando na verdade deveríamos nos espantar com a violência, a falta de recursos básicos, médicos nos hospitais públicos e o aumento abusivo do preço da gasolina…
Raquel – Mudou!!! A venda das minhas lingeries, juntamente com os produtos de sexy shop, disparou. Fora meus conteúdos para maiores de 18 anos, que receberam muitas assinaturas. Faturei muito. Obrigada a todos.
Raquel – Um ano, de muitas aventuras e alegrias.
Raquel – Sobre as lingeries? Comecei há 2 anos. Surgiu da ideia do meu ex-marido, que me presenteava com lingeries sensuais e eu não gostava. Aí passei a me exibir nas minhas redes sociais e quem me acompanhava queria saber de onde era. Daí surgiu a ideia de vender e eu ser a modelo da minha própria marca! Coloquei visão, principalmente, nas meninas Plus Size. Porque vi que, em Manaus, tem a deficiência de mercado para lingeries sensuais para as nossas deusas Plus. Bombou muito. Tanto que faturei 24 mil reais. O restante do dinheiro (para a moto) veio dos conteúdos adultos. Faltavam R$ 6 mil para completar os R$ 30 mil, já que a moto, à vista, era esse valor. Me dediquei a essa meta, que consegui bater, nesse segundo trabalho (conteúdo adulto). Hoje tenho minha moto quitada, moro sozinha, tenho minha independência financeira, sustento minha filha e, com fé em Deus, vou ter minha casa própria.
Veja, abaixo, o vídeo que provocou a polêmica e mais fotos e vídeo:

A história da motoqueira
