
Jorge Guaranho (à esquerda) matou Marcelo Arruda a tiros, em julho do ano passado. Fotos: Divulgação
Decisão assinada pelo juiz substituto Diego Viegas Veras, da 2ª Vara Federal de Foz do Iguaçu, determina que a União pague pensão alimentícia de R$ 1.312,16 a cada um dos três filhos menores de idade do tesoureiro do PT Marcelo Arruda.
O tesoureiro foi assassinado a tiros pelo policial penal federal Jorge Guaranho, apoiador do ex-presidente Jair Bolsonaro, no dia 9 de julho do ano passado, em Foz do Iguaçu.
A decisão judicial foi publicada na noite de segunda-feira (13) e aponta que, pelo fato do acusado ser um servidor federal, entende-se haver “responsabilidade omissiva” da União quanto ao crime diante do fato de que a arma utilizada por ele pertencia à administração federal.
O valor da pensão alimentícia considera o salário líquido de Marcelo Arruda à época do crime e também o pagamento da pensão por morte já recebida pelas crianças.
O juiz destacou que o pagamento vai acumular com o valor já recebido pelos filhos por conta da pensão por morte. Pelo benefício, cada filho menor recebe R$ 1.599,72 até que complete 21 anos.
Atualmente, Jorge Guaranho está preso e vai a júri popular por homicídio duplamente qualificado.
No dia 9 de julho de 2022, Jorge Guaranho invadiu a festa do guarda municipal Marcelo Arruda, que comemorava o aniversário de 50 anos com temática do PT, e atirou contra ele.
Arruda morreu no hospital, mas antes conseguiu balear Guaranho, que ficou internado em UTI. Câmeras de segurança gravaram o momento do crime.
Guaranho é apoiador do presidente Jair Bolsonaro (PL) e teria ido ao local para “provocar” as pessoas que estavam na festa com gritos de apoio ao presidente e ataques ao petistas, segundo depoimento de testemunhas.
O guarda municipal Arruda era filiado ao PT, tesoureiro e foi candidato a vice-prefeito da cidade paranaense em 2020.
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