07/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Cineasta amazonense Djalma Limongi morre em São Paulo, aos 75 anos

Publicado em 14 de fevereiro, 2023

Limongi lançou o seu primeiro longa-metragem, “Asa Branca: Um sonho Brasileiro”, em 1981. Foto: Divulgação

Autor de um dos primeiros filmes a retratar um relacionamento homossexual no cinema – “Um Clássico, Dois em Casa, Nenhum Jogo Fora” (1968) – o cineasta manauense Djalma Limongi Batista, 75 anos, morreu nesta terça-feira, 14/2, de causas não reveladas, em São Paulo (SP).

Professor do curso de Cinema da Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP), Djalma estreou na sétima arte com o curta “Dois em Casa”, que lhe rendeu os prêmios de Melhor Filme, Direção e Roteiro, no Festival de Curtas do Jornal do Brasil.

Em 1981, o cineasta amazonense lançou o seu primeiro longa-metragem, “Asa Branca: Um sonho Brasileiro”, que contou com a participação do ator Edson Celulari, que estreava no cinema. A produção rendeu os Kikitos de Melhor Direção e Ator, no Festival de Gramado, além de ser premiado no Festival de Brasília e conquistar o Prêmio Air France de Cinema nas categorias Melhor Filme, Melhor Direção e Melhor Ator.

O cineasta no set de filmagens de “Brasa Adormecida”, lançado em 1987. Foto: Reprodução/Twitter

O último filme lançado por Djalma Limongi foi “Bocage: O Triunfo do Amor”, em 1998, uma adaptação dos poemas do poeta português Manuel Maria du Bocage. Dois anos antes, ele havia lançado “Brasa Adormecida”.

A Secretaria de Cultura e Economia Criativa divulgou uma Nota de Pesar pela morte do cineasta:

É com imenso pesar que a Secretaria de Cultura e Economia Criativa recebe a notícia do falecimento do cineasta amazonense Djalma Limongi Batista.
Realizador de obras cinematográficas que abrilhantaram o cinema brasileiro nas décadas de 1980 e 1990, como “Asa Branca – Um sonho brasileiro” (1981), “Brasa Adormecida” (1986) e “Bocage – O triunfo do amor” (1998), Djalma Limongi Batista entrou para o rol de amazonenses que engrandecem o nome de nosso estado e merece todas as honras.
Neste momento de profunda dor e consternação, a Secretaria de Cultura e Economia Criativa se solidariza e presta condolências a familiares e amigos deste ilustre amazonense que tanto contribuiu para a cultura do Amazonas e do Brasil.

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