
A China mudou as medidas de controle da Covid-19 e o número de casos aumentou no país. Foto: Divulgação
A mídia estatal chinesa minimizou a gravidade da onda de infecções por Covid-19 antes de um briefing de cientistas chineses com a Organização Mundial da Saúde (OMS) agendado para terça-feira (3). A ONU exigiu uma “discussão detalhada” sobre a evolução do vírus.
A reviravolta abrupta da China nas medidas de controle da covid-19 em 7 de dezembro, bem como a precisão de seus dados de casos e mortalidade, estão sob a alerta de outros países do mundo.
A saída da China da política livre de Covid defendida pelo presidente Xi Jinping fez com que os protestos durante sua década no poder representassem a mais forte expressão de insatisfação pública e o crescimento mais lento da economia em quase meio século.
Nesta terça-feira (3), o Diário do Povo, jornal oficial do Partido Comunista Chinês, citou especialistas chineses dizendo que a doença causada pelo vírus é relativamente leve para a maioria das pessoas. Tong Zhaohui, vice-diretor do Beijing Chaoyang Hospital, disse na matéria: “3% dos pacientes infectados atualmente internados em hospitais designados em Pequim são responsáveis por doenças graves e críticas”. Kang Yan, diretor do Hospital Tianfu da Universidade de Sichuan, na China Ocidental, disse que um total de 6 pacientes foram internados na unidade de terapia intensiva nas últimas três semanas.
A OMS pediu às autoridades de saúde chinesas que compartilhem regularmente informações específicas em tempo real sobre a pandemia. A OMS convidou cientistas chineses para apresentar dados detalhados de sequenciamento de vírus em sua reunião do Grupo Consultivo Técnico na terça-feira. Ele também pediu à China que compartilhe dados sobre hospitalizações, mortes e vacinações.
Agência Brasil
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