
Lula e Maduro em encontro na Nicarágua em 2011. Foto: AFP
Nícolas Maduro foi autorizado por Jair Bolsonaro para comparecer a posse de Lula no dia 1º de Janeiro. Isso porque o até então presidente do Brasil revogou na manhã desta sexta-feira um decreto que impedia que membros da administração de Nicolas Maduro entrassem em território nacional. Dezenove chefes de estado já haviam confirmado presença na posse do presidente eleito. Apesar da equipe de transição ter enviado convites ao governo Venezuelano por meio do Itamaraty, Lula já havia desistido de contar com Maduro em sua posse conforme apurou o Uol.
A portaria que permitida a entrada do governo venezuelano foi publicada hoje no Diário Oficial e assinada pelos ministros Antônio Ramirez Lorenzo (Justiça) e Carlos França (Relações Exteriores). Apesar da possibilidade, talvez não haja tempo suficiente para organizar uma viagem de Maduro. Um dos obstáculos seria a questão de segurança e a impossibilidade de que uma delegação avançada desembarque em Brasília para preparar a chegada do presidente da Venezuela e sua equipe.
Pessoas próximos a Lula já informaram que o objetivo do atual presidente eleito é garantir que toda a América do Sul estivesse em sua posse, em um simbólico retorno do protagonismo brasileiro na região. Até a noite de ontem, praticamente todos os presidentes dos países vizinhos tinham confirmado presença menos o Peru, que vive uma crise institucional.