
Erupções vulcânicas do Havaí continuam expelindo lava
A lava incessante que jorra dos vulcões Mauna Loa e Kilauea, no Havaí, despertou memórias da devastadora erupção do Kilauea em 2018, que devorou centenas de casas.
Mas as erupções de agora são diferentes. Embora não se saiba qual a distância que a lava dos vulcões poderá percorrer, especialistas dizem que a história e o contexto podem dar algumas pistas.
O Mauna Loa é o maior vulcão ativo do mundo. Ele se estende por 16 km da base até o cume e ocupa metade de toda a área de superfície da grande ilha do Havaí, ou Big Island, de acordo com agência de Pesquisa Geológica do Governo dos EUA (U.S. Geological Survey – USGS, em inglês).
Porém, em comparação com seu vizinho menor, o Kilauea, o Mauna Loa não entra em erupção com tanta frequência. Assim, não há muitos dados históricos sobre sua lava e seu trajeto, comentou Tracy Gregg, professora associada de geologia da Universidade de Buffalo.
Isso torna a trajetória da lava – que pode mudar a qualquer momento – mais difícil de prever.
“A boa notícia sobre a lava é que, em especial na Big Island (ilha do Havaí), ela não surpreende as pessoas. As pessoas sabem quando vai acontecer”, disse Gregg.
“Então, em termos de perda de vidas, não estou preocupada.”
A lava do Mauna Loa avançava na terça-feira (6) a cerca de 20 metros por hora, segundo Mike Zoeller, do Observatório de Vulcões do Havaí da USGS.
O fluxo de lava, que diminuiu recentemente após atingir superfícies mais planas, estava a cerca de 3 km da Daniel K. Inouye Highway – a principal rodovia que conecta os lados leste e oeste da Big Island, afirmou.
Mas “tudo poderia mudar em apenas uma hora”, ressaltou Gregg, tornando muito mais difícil identificar quais infraestruturas ou edifícios poderiam ser danificados pela lava.
É pouco provável que a lava do Mauna Loa destrua residências, pois o centro populacional mais próximo é o de Hilo, a cerca de 70 km a nordeste.