20/AGO 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Em Roraima, PF faz busca na casa de ex-senador Romero Jucá

Publicado em 23 de novembro, 2022

Em Roraima, PF faz busca na casa de ex-senador Romero Jucá

A Polícia Federal e a Controladoria Geral da União investigam o ex-senador e ex-governador de Roraima Romero Jucá (MDB) por supostos desvios em convênios de prefeituras com o governo federal. Foram cumpridos, nesta quarta-feira (23), 22 mandados de busca e apreensão em diferentes endereços do estado, incluindo ligados a Jucá.

A Operação Imhotep apura um suposto esquema de corrupção e fraudes em convênios entre os anos de 2012 e 2017. Os valores chegam a R$ 500 milhões, segundo a PF. Os mandados foram expedidos pela 4ª Vara Federal Criminal da Justiça Federal em Roraima e, além do estado, foram cumpridos em São Paulo e no Distrito Federal.

Os principais crimes investigados são fraude em licitação, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Segundo a PF, já teriam sido identificados mais de R$ 15 milhões em propinas.

TCU

A investigação começou após o Tribunal de Contas da União (TCU) identificar quem foram os órgãos públicos que mais receberam recursos do Programa Calha Norte no estado de Roraima.

A partir dessas informações, foram encontrados indícios da existência de uma organização criminosa que fraudaria procedimentos para celebração de convênios com prefeituras no estado, em especial com o município de Boa Vista.

Segundo a PF, três empresas de engenharia pagavam propinas, que eram distribuídas a servidores públicos para auxiliar na prática dos crimes e também ao ex-senador, que teria participação no esquema.

Os recursos chegariam ao ex-parlamentar por meio de familiares e também de empresas das quais eles são sócios.

Esquema

Há indícios que o ex-senador interferiria em assuntos relacionados a convênios nos quais houvesse a aplicação de verbas federais viabilizadas por ele, havendo evidências, inclusive, do “travamento” de pagamentos de verbas oriundas de emendas parlamentares de sua autoria caso não houvesse o pagamento de propinas.

As empresas suspeitas de integrar o esquema seriam responsável pela execução de mais de R$ 500 milhões em convênios durante o período. A investigação já teria identificado ao menos R$ 15 milhões pagos a título de propina. Se comprovados, os crimes somam mais de 35 anos de reclusão.

Tags:

Veja mais notícias em Geral

RELACIONADAS

Portal do Marcos Santos
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.