
O diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Silvinei Vasques. Foto: Divulgação
Nesta quarta-feira (2/11), o Ministério Público Federal (MPF) pediu que um inquérito seja instaurado para investigar a postura adotada pelo diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Silvinei Vasques, na votação do dia 30 de outubro e nos protestos que bloqueiam rodovias pelo país.
O pedido do MPF tramita sob regime de urgência para verificar as condutas adotadas ou não por Silvinei Vasques.
O inquérito foi encaminhado à Polícia Federal. A investigação deverá verificar se os bloqueios de veículos realizados pela PRF em várias estradas, principalmente na região Nordeste, no dia da votação do segundo turno (que teve como eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a Presidência da República), respeitaram a legislação.
“Podem ficar caracterizados os crimes de prevaricação e de violência política, previstos nos artigos 319 e 359-P, ambos do Código Penal”, comunicou o MPF. “É que, conforme amplamente divulgado na imprensa, as blitze praticadas pela polícia não atenderam à ordem do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e teriam sido executadas sob orientação de ofício expedido pelo diretor-geral da PRF”.
A postura de Silvinei Vasques diante dos protestos que bloquearam várias rodovias também será investigada. Se comprovado que ele também teve papel nessas ações, poderá responder por prevaricação e participação, por omissão, nos crimes ocorridos nas manifestações.
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