
Números finais do AM e a vitória de Wilson (foto)
Os números finais da apuração oficial do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) apontam ampla vitória do governador Wilson Lima sobre o senador Eduardo Braga. Antes de atingir 90% da apuração, o site do TSE já apontava a vitória matemática de Wilson. Com 99,18% dos votos apurados, Wilson registrava 56,67% , contra 43,33% de Braga. E anunciava o governador como reeleito.
O resultado deixa para trás caciques da política amazonense, como Amazonino Mendes, superado por Braga no 1º Turno. Com a saúde debilitada e sem conseguir ir às ruas para fazer campanha, Amazonino só foi superado pelo senador na reta final.
“O povo já aprovou a atual administração”, disse Amazonino, em vídeo, após a proclamação do resultado oficial do 1º Turno. E Braga concentrou a campanha na capital, deixando para os poucos prefeitos que o apoiaram o combate no interior do Estado.
Braga concentrou o fogo sobre o governador na falta de oxigênio, durante a pandemia de coronavírus, em 2020. Contestou, também, a afirmação de que Wilson Lima construiu Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) em Parintins, Tefé e Tabatinga.
A polêmica em torno das UTIs se explica pelo fato de que Braga, governador de 2003 a 2010 (reeleito), não construiu nenhuma delas. Essas unidades foram extremamente necessárias no combate à pandemia de Covid-19. Uma internação em Manaus, nesse tipo de leito, no auge da crise, chegou a custar R$ 100 mil, por dia, fazendo fortuna de hospitais particulares da capital. O interior amazonense inteiro não tinha nenhuma UTI. Wilson se torna, assim, o primeiro governador a construí-las, o que teve importante impacto sobre o eleitorado.
Braga tentou desconstruir o discurso de “governador das UTIs”, mas não conseguiu porque as unidades, conforme vários depoimentos, estão em pleno funcionamento.
Wilson também enfrentou o preconceito de ser um “governador paraense”. Ele é natural de Santarém (PA). Ocorre que Eduardo Braga é de Belém (PA). Ou seja, o Amazonas optou, mesmo antes do resultado do 2º Turno, por ser governado por um paraense pelos próximos quatro anos.
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