19/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Durante audiência de custódia, Roberto Jefferson volta a ofender Cármen Lúcia e diz que Moraes faz parte de uma milícia judicial

Publicado em 25 de outubro, 2022

Foto: Reprodução

O ex-deputado federal Roberto Jefferson (PTB) voltou a ofender a ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), durante audiência de custódia nesta segunda-feira (24).

No último sábado (22), Jefferson xingou e comparou Cármen Lúcia a “prostitutas”, “arrombadas” e “vagabundas” em um vídeo publicado por sua filha Cristiane Brasil (PTB) nas redes sociais. No dia seguinte, ele foi preso, por determinação do ministro Alexandre de Moraes, também do STF. Antes, ele reagiu à abordagem da Polícia Federal a tiros e lançou granada na direção dos policiais. Dois deles ficaram feridos, atingidos por estilhaços.

Na audiência de custódia, o ex-deputado disse que em seu comentário criticava um voto de Cármen Lúcia no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em processo sobre a Jovem Pan, e acrescentou: “Quero pedir desculpas às prostitutas pela má comparação, porque o papel dela foi muito pior, porque ela fez muito pior, com objetivos ideológicos, políticos. As outras fazem por necessidade”.

Ainda durante a audiência, concedida ao juiz instrutor do gabinete de Moraes, Airton Vieira, Jefferson disse que Alexandre de Moraes tem um problema pessoal com ele e com o PTB e o persegue há dois anos. O ex-deputado é alvo do inquérito das milícias digitais, no STF, que tem o ministro como relator.

“Ele e o ministro [Edson] Fachin [têm problema com ele]. Eles cortam parte do fundo partidário do PTB contra a lei, porque o partido se colocou contra o ativismo do STF, especialmente do ministro Alexandre de Moraes”, afirmou Jefferson. “Ele diz que eu faço parte de uma milícia digital, mas eu acho que ele faz parte de uma milícia judicial no STF, por isso nós ternos problemas. Ele mandou a Polícia Federal na minha casa quatro vezes, mas com que fundamento? Busca e apreensão? De quê? Busca e apreensão genérica. Eles vão lá procurar algo para tentar me incriminar.”

Na casa do ex-deputado, porém, foram apreendidas pela Polícia Federal mais de 7 mil munições, fuzis e armas de brinquedo. Jefferson está com o registro de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC) suspenso e não poderia transportar as armas que possui para o Rio de Janeiro.

Na audiência de custódia, foi decidido que Jefferson permanece preso e seria transferido para o presídio Pedrolino Werling de Oliveira, conhecido como Bangu 8, no Rio de Janeiro, onde ficou preso até janeiro, após ter obtido direito a prisão domiciliar.

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