
Semsa orienta frequentadores de balneários, igarapés e áreas rurais a redobrar os cuidados. (Foto: Divulgação/Semsa)
Com o início do período de maior incidência da malária em Manaus, a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) reforçou o alerta para moradores e visitantes que frequentam balneários, igarapés, sítios e outras áreas de lazer localizadas na zona rural e em regiões periurbanas da capital. A recomendação é que qualquer pessoa com sintomas suspeitos procure uma unidade de saúde para realizar o exame, disponível em 55 pontos de atendimento.
Segundo a Semsa, a redução do nível dos rios durante o verão amazônico favorece a formação de criadouros do mosquito Anopheles, transmissor da malária, aumentando o risco de infecção.
De janeiro até 30 de junho deste ano, Manaus registrou 3.284 casos da doença. Historicamente, entre junho e setembro, período considerado sazonal, o município apresenta um aumento médio de 52,3% nas ocorrências em comparação aos cinco primeiros meses do ano.
Em 2025, a capital contabilizou 8.383 casos de malária, sendo 3.341 registrados entre junho e setembro.
Os principais sintomas incluem febre alta, calafrios, dores no corpo, dor de cabeça, suor intenso, fadiga e mal-estar. Conforme a Semsa, o diagnóstico precoce é essencial para iniciar o tratamento rapidamente, interromper a transmissão da doença e evitar complicações.
A rede municipal conta com 55 pontos de diagnóstico, sendo 38 na zona urbana e 17 na zona rural. Os exames são rápidos e permitem que o tratamento seja iniciado logo após a confirmação da doença.
A Semsa orienta que pessoas que visitarem áreas de maior risco utilizem repelente, roupas de mangas compridas e calças, principalmente no amanhecer e no entardecer, horários de maior atividade do mosquito transmissor.
Também é recomendado o uso de mosquiteiros, telas em portas e janelas e evitar permanecer por longos períodos em áreas próximas a rios, lagos, igarapés e regiões de mata sem proteção adequada.
Além das orientações à população, a Semsa mantém ações permanentes de combate à malária, incluindo monitoramento de áreas de transmissão, instalação de mosquiteiros, busca ativa de casos, aplicação de biolarvicidas e operações de controle do mosquito transmissor nas zonas urbana e rural de Manaus.
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