30/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Putin diz que não há necessidade de novos grandes ataques na Ucrânia

Publicado em 14 de outubro, 2022

Putin diz que não há necessidade de novos grandes ataques na Ucrânia.

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, disse hoje (14) que não há necessidade de novos grandes ataques contra a Ucrânia, e que a Rússia não pretende destruir o país.

Putin afirmou, em entrevista coletiva no fim de uma cúpula no Cazaquistão, que sua convocação de reservistas russos termina dentro de duas semanas e que não havia planos para nova mobilização.

Ele reafirmou a posição do Kremlin de que a Rússia está disposta a manter negociações, embora tenha dito que exigiria mediação internacional se a Ucrânia estivesse disposta a participar.

Considerados em conjunto, os comentários de Putin parecem sugerir ligeira suavização de tom, à medida que a guerra se aproxima do fim de seu oitavo mês, após semanas de avanços ucranianos e derrotas russas significativas.

Mas Putin – que já disse estar pronto para usar armas nucleares para defender a “integridade territorial” da Rússia – também alertou para uma “catástrofe global” no caso de confronto direto das tropas da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) com a Rússia.

Ele falou depois de uma semana em que a Rússia realizou seus mais pesados ​​ataques com mísseis contra Kiev e outras cidades ucranianas, desde o início da invasão em 24 de fevereiro – ação que Putin disse ser retaliação pelo ataque que danificou uma ponte russa para a Crimeia, anexada unilateralmente.

Ele afirmou que não há necessidade de grandes ataques agora, porque a maioria dos alvos designados foi atingida.

A invasão da Rússia confrontou Putin com a crise mais profunda de seus 22 anos como líder da Rússia, já que até mesmo aliados leais do Kremlin atacaram as falhas de seus generais e a natureza caótica da mobilização.

Mas ele respondeu “não” quando perguntado se tinha algum arrependimento, dizendo que não agir na Ucrânia teria sido ainda pior.

“Quero que fique claro: o que está acontecendo hoje é desagradável, para dizer o mínimo, mas teríamos a mesma coisa um pouco mais tarde, só que em condições piores para nós, só isso. Então, estamos agindo corretamente e de forma oportuna.”

Agência Brasil

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