23/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

‘Nós não vamos permitir uma guerra nuclear’, diz Joe Biden na ONU

Publicado em 21 de setembro, 2022

‘Nós não vamos permitir uma guerra nuclear’, diz Joe Biden na ONU

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, renovou as acusações contra a Rússia durante o discurso Assembleia-Geral da ONU, nesta quarta-feira (21/9). O líder norte-americano dedicou a primeira parte do pronunciamento para falar sobre as ameaças nucleares feitas pelo presidente russo, Vladimir Putin.

“Uma guerra nuclear não pode ser ganha, e não deve nunca ser lutada. Hoje, estamos vendo violações perturbadoras a essa diretriz estabelecida pela ONU. Hoje, eles estão fazendo ameaças inaceitáveis […]. Nós não vamos permitir uma guerra nuclear”, frisou.

Durante o discurso, Biden chamou o confronto no leste europeu deu uma “guerra brutal e desnecessária”, escolhida por um homem. “Um membro permanente do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) invadiu um país vizinho, e tentou apagar um estado soberano do mapa”, afirmou.

Kremlin

O presidente dos EUA ressaltou que o Kremlin desrespeitou princípios da Carta das Nações Unidas, documento fundador da entidade. Apesar de não pedir a expulsão do país do Conselho de Segurança — colegiado mais poderoso da organização —, afirmou que a Rússia desrespeita um dos tópicos fundamentais da carta, ao ameaçar e usar a força contra a integridade territorial ou soberania nacional de outra nação.

“Hoje, Putin fez ameaças nucleares à Europa. A Rússia está chamando mais soldados para entrar na guerra e o Kremlin está organizando um referendo falso para anexar parte da Ucrânia, uma violação sem limites dos princípios da ONU”, frisou.

A declaração de Biden é uma resposta ao pronunciamento do líder da Rússia, na manhã desta quarta-feira (21/9), em que ele decretou a primeira mobilização do país desde a Segunda Guerra Mundial. A intenção do Kremlin é convocar 300 mil cidadãos – que já tiveram alguma experiência militar – para a guerra contra a Ucrânia.

“O mundo deveria ver esses atos ultrajantes pelo que eles são. Putin disse que tinha que agir porque a Rússia estava ameaçada, mas ninguém estava ameaçando a Rússia. Hoje, vemos ataques a escolas, estações, hospitais, centros de cultura ucranianos, em manifestações horríveis das atrocidades cometidas pela Rússia”.

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