03/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Relatório da Fiocruz destaca transferência de tecnologia para produção de vacina Covid-19 nacional

Publicado em 14 de setembro, 2022

Foto: Myke Sena / MS

Criada para responder a grandes desafios sanitários como a febre amarela, a peste bubônica e outras doenças, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) teve um papel fundamental no enfrentamento da pandemia de Covid-19. Um grande marco do enfrentamento da doença foi a aquisição do Ingrediente Ativo Farmacêutico (IFA) que permitiu a fabricação de imunizantes em território brasileiro. A conquista, que permitiu o sucesso do Brasil na imunização da população, é um dos destaques do Relatório de Atividades Internacionais da Fiocruz 2019-2021.

A partir da aquisição do IFA, foi iniciado o processo de incorporação tecnológica que permitiu investimento no parque tecnológico da instituição, aumentando sua capacidade de reagir a novas epidemias parecidas e conferindo autossuficiência na produção nacional.

“A chegada do ingrediente representa a nossa liberdade em relação à produção de vacinas. Parece um pequeno passo, mas na realidade é um grande salto para o nosso País. Isso representa uma aposta no fortalecimento do complexo econômico e industrial da saúde, que é indissociável para um país que há 30 anos apostou em construir o maior sistema de acesso universal, igualitário e gratuito do mundo”, declarou o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, na ocasião do recebimento do IFA.

A presidente da Fiocruz, Nísia Trindade, classifica a aquisição do ingrediente como um marco da autossuficiência brasileira. “Termos realizado uma transferência tecnológica desse porte em tão pouco tempo para atender a uma emergência sanitária só reafirma o papel estratégico de instituições públicas como a Fiocruz para o desenvolvimento do País”, disse.

Articulação

O relatório da Fiocruz também destaca a articulação e a intensificação da participação da Fiocruz em fóruns mundiais, como a Organização Mundial da Saúde (OMS), a Organização das Nações Unidas (ONU) e a Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP).

O documento ressalta, ainda, que em razão da pandemia, a fundação estimulou o surgimento de redes de instituições estruturantes de saúde que permitem o intercâmbio cruzado entre as instituições participantes. Mesmo com a conjuntura adversa, as redes se mantiveram ativas e até se fortaleceram.

A Rede Internacional de Bancos de Leite Humano foi fortemente impactada pela crise sanitária do coronavírus. O relatório lembra a série de reuniões e fóruns de discussão promovida ao longo de 2020 e 2021, com o propósito de construir consensos técnicos e conhecimentos científicos disponíveis. Como resultado, foram elaboradas recomendações técnicas sobre Covid-19 e amamentação, Covid-19 e doação de leite humano e vacinação contra a Covid-19 e doação de leite humano.

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