
Foto: Divulgação
Nesta quarta-feira (14), os microempresários do bairro do Coroado, localizado na zona Leste de Manaus, relataram para Anne Mouta (PT), a candidata à vice-governadora na chapa de Eduardo Braga (MDB), os dramas dos resistentes que lutam para manter a atividade econômica em meio a uma hiperinflação e a falta de apoio para os negócios. Conforme dados do Sistema de Registro Mercantil (SRM), vinculado ao Ministério da Economia, em 2021, foram extintas 3.128 empresas no Amazonas, 305 a mais do que no ano anterior.
O microempresário Ailton Leite, dono de uma pequena panificadora, teve de fazer adaptações para não fechar as portas como vários outros empreendedores do bairro. Não é mais, exclusivamente, patrão. Teve de demitir funcionários e fazer a parte deles para continuar no ramo.
“Sou um trabalhador que sofre com os aumentos abusivos, sem controle, por um governo que só judia da gente. É um governo que só pensa nos mais ricos e esquece dos mais pobres. Para você ter uma ideia, está R$ 250 uma saca de trigo. Hoje, a gente trabalha só para sobreviver. O lucro, eu tenho de dividir com os meus funcionários. A gente ganha de igual para igual”, relatou.
Nos 17 anos que atua no segmento da panificação, Ailton pontua que a fase mais difícil é a atual. “Esses três anos foram os mais sofridos, quase completando quatro anos”.
Anne Moura explicou que a coligação “Em defesa da vida” (MDB/PSD e a federação PT/PCdoB e PV) pretende dar uma injeção na economia do estado a partir da abertura de novas linhas de crédito via Agência de Fomento do Estado do Amazonas (Afeam) para as micro e pequenas empresas; capacitação para reduzir os custos operacionais dos negócios e a implantação do programa “Novo Cidadão”, em que os mais pobres terão a garantia de receber do governo do estado R$ 500 e mais R$ 600 do governo federal mensalmente, propostas de Eduardo Braga e de Lula, candidato a presidente.
“A pandemia deixou as empresas numa situação muito difícil. As pessoas perderam a renda e não têm condições de comprar no comércio local. O povo passa fome e as empresas não movimentam porque as pessoas não têm dinheiro. É por isso que a gente quer trabalhar um fundo de investimento para os micro e pequenos empreendedores porque isso mexe na economia local. Além do Novo Cidadão, que vai ajudar a chegar dinheiro nas mão das pessoas, garantindo comida na mesa, que será comprada no bairro. As pessoas compram no bairro, nos pequenos comércios. Isso mexe na economia. E é isso, que eu e o Eduardo queremos. Vamos impulsionar a economia para o estado voltar a crescer”, afirmou Anne Moura.
Veja mais notícias em Política