03/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Bebê de 2 meses morre em casa no Jorge Teixeira, após receber alta médica; família acusa unidade de saúde de negligência

Publicado em 14 de setembro, 2022

A causa da morte do bebê não foi confirmada. A Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) investiga o caso. Foto: Arquivo

Adrian Lucas Vieira Nascimento, de 2 meses e 24 dias, morreu nesta terça-feira (13) em uma casa na rua 03, no bairro Jorge Teixeira, zona Leste de Manaus.

O bebê foi diagnosticado com gastroquise, ainda durante o pré-natal. A mãe dele precisou passar por uma cesariana e Adrian nasceu prematuro na Maternidade Ana Braga.

Adrian foi transferido para o Instituto de Saúde da Criança do Amazonas (Icam), onde passou por procedimentos cirúrgicos e ficou internado até receber alta no último domingo (11).

Por volta das 9h desta terça-feira (13), a tia de Adrian notou que ele estava ficando azul e acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Os socorristas tentaram reanimar o menino, mas ele já se encontrava em óbito.

A família acusa o Icam de negligência e afirma que Adrian não tinha condições de receber alta, pois apresentava um quadro de desnutrição.

A causa da morte não foi confirmada. A Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) investiga o caso.

Em nota, a direção do Icam ressaltou que a alta médica foi dada com base em exames e na evolução clínica do paciente.

Confira a nota na íntegra:

“A direção do Instituto de Saúde da Criança do Amazonas (ICAM), informa que a criança deu entrada na unidade no dia 21 de junho, com diagnóstico de Gastrosquise (defeito congênito da parede abdominal), transferida da Maternidade Ana Braga.

No dia 22 de junho passou por uma cirurgia e continuou internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), sendo acompanhado pela equipe médica.

Após boa evolução, foi transferido para a ala pediátrica, onde permaneceu até o dia 11 de setembro, quando recebeu alta.

A direção ressalta que a alta hospitalar da criança, foi dada com base em exames e no bom estado de saúde, que mostravam a capacidade de se alimentar por via oral sem a utilização de sonda. Diante deste quadro, a equipe médica indico a alta hospitalar devido a evolução clínica da paciente, com ganho de peso e orientações para uma alimentação adequada, dentro dos critérios clínicos indicados.”

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