
Foto: Divulgação
Carlos Alberto Paula Soares, 36, foi preso na noite desta segunda-feira (29) no bairro Coroado, zona Leste de Manaus, por policiais da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), pela morte da filha adotiva Jhennifer Vitória Magno Soares, 15.
O crime aconteceu no dia 1º de agosto deste ano na comunidade Santa Inês, no bairro Jorge Teixeira, zona Leste de Manaus. Na ocasião, Jhennifer foi morta com várias facadas na região do pescoço.
Para a imprensa, Carlos Alberto confessou que cometeu o crime por ciúmes da mãe de Jhennifer, que havia postado uma foto com um rapaz. Eles tinham recentemente terminado a relação de 12 anos.
“Foi um momento de fraqueza, quero pedir perdão pra família. Não sou o primeiro a errar e eu tô muito arrependido, desde que aconteceu isso eu venho chorando, não posso trazer a minha filha de volta, não tenho nada pra falar mal dela”, relatou o acusado.
Segundo o delegado Ricardo Cunha, titular da DEHS, a mãe de Jhennifer começou a fazer publicações em sua redes sociais sobre seu novo relacionamento e Carlos Alberto “perdeu a cabeça” no momento em que viu as postagens.
“A jovem estava na casa dele, estava passando o final de semana com ele. Ela estava saindo ali do banho quando, na versão dele, ele perdeu a cabeça e resolveu se vingar dessa mãe atingindo o seu bem mais precioso que era a sua filha”, informou a autoridade.
Ainda de acordo com o delegado, o autor do crime estava se passando por mendigo e vivendo em uma área de mata no bairro Coroado o que dificultou as investigações.
A polícia recebeu informações de que Carlos Alberto ia até a casa de familiares para buscar alimentos e foi nesse momento que a prisão foi efetuada em um ponto de ônibus na avenida principal do bairro.
A delegada Marília Campello explicou que, após cometer o crime, o autor começou a mandar centenas de mensagens para a mãe da vítima dizendo que agora ela iria entender a dor que ele estava sentindo e que seguiria para a Compensa matar o pai e mãe dela que nunca aceitaram o relacionamento dos dois.
Durante interrogatório, Carlos Alberto relatou em detalhes o que aconteceu no dia do crime.
“Ele não demonstrou nenhum arrependimento. Ele fala que primeiro estrangulou essa vítima com as duas mãos, pegou pelo pescoço, jogou no chão e ela tentava se soltar. Depois que ela estava desacordada, ele desferiu cerca de 12 golpes de faca no pescoço dessa vítima”, disse a delegada. O crime de estupro foi descartado após exame de corpo de delito.
Carlos já foi preso por tráfico de drogas e alvo de uma medida protetiva em 2020 em favor de Alessandra, a mãe da vítima. Ele irá responder pelo crime de feminicídio e ficará à disposição da Justiça.
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