
Foto: Unicef
O Transtorno de Espectro Autista (TEA) engloba diferentes condições marcadas por perturbações do desenvolvimento neurológico, todas relacionadas com dificuldade no relacionamento social. O Ministério da Saúde alerta que os sinais do neurodesenvolvimento da criança podem ser percebidos nos primeiros meses de vida, com o diagnóstico estabelecido por volta dos 2 a 3 anos de idade. A prevalência do distúrbio é maior no sexo masculino.
Também chamado de Desordens do Espectro Autista (DEA ou ASD em inglês), recebe o nome de espectro (spectrum) porque envolve situações e apresentações muito diferentes umas das outras, em uma graduação que vai da mais leve à mais grave. São elas: dificuldade de comunicação por deficiência no domínio da linguagem e no uso da imaginação para lidar com jogos simbólicos, dificuldade de socialização e padrão de comportamento restritivo e repetitivo.
A identificação de atrasos no desenvolvimento, o diagnóstico oportuno de TEA, o encaminhamento para intervenções comportamentais e o apoio educacional na idade mais precoce possível podem levar a melhores resultados a longo prazo.
A etiologia do Transtorno do Espectro Autista ainda permanece desconhecida. Evidências científicas apontam que não há uma causa única, mas sim a interação de fatores genéticos e ambientais.
De acordo com o quadro clínico, o TEA pode ser classificado em:
Pessoas com TEA apresentam necessidades básicas e devem ser acolhidas, de preferência, inicialmente nas Unidades Básicas de Saúde. Contudo, devido à complexidade que envolve o TEA, parte dos cuidados em saúde poderão ser realizados nos ambulatórios especializados e Centros Especializados de Reabilitação (CERs), por exemplo, conforme as necessidades específicas de cada indivíduo.
Os tratamentos ofertados pelo CER compreendem a avaliação multiprofissional, o acompanhamento em reabilitação intelectual, bem como orientações para uso funcional de Tecnologia Assistiva.
A avaliação multiprofissional é realizada por uma equipe composta por médico psiquiatra ou neurologista e profissionais da área de reabilitação para determinar o impacto e as repercussões no desenvolvimento global do indivíduo e a finalidade do processo terapêutico, a fim de estabelecer um Projeto Terapêutico Singular. O PTS é um conjunto de propostas de condutas terapêuticas articuladas, individuais ou coletivas, que resultam da discussão de uma equipe interdisciplinar.
Atualmente, o SUS conta com 274 Centros Especializados em Reabilitação habilitados e 47 oficinas ortopédicas em 26 estados e no Distrito Federal, além de 237 serviços de reabilitação habilitados em uma única modalidade.
O curso é totalmente gratuito, com carga horária de 30 horas-aula. As inscrições já estão abertas. Interessados podem se inscrever até 30 de novembro.
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