
Foto: Reprodução
A Fundação Nacional do Índio (Funai) confirmou, neste sábado (27), a morte do “Índio do Buraco” ou “Índio Tanaru”, um indígena que vivia sozinho e isolado há quase 30 anos, em Rondônia. Ele foi encontrado morto pelo órgão na última terça-feira (23).
A Funai informou que, durante uma ronda de monitoramento e vigilância territorial, “o corpo do indígena foi encontrado dentro da sua rede de dormir em sua palhoça localizada na Terra Indígena Tanaru”, e que não havia vestígios da presença de pessoas no local, nem sinais de violência ou luta.
A causa da morte ainda será confirmada por laudo médico legista da Polícia Federal.
O indígena era o único sobrevivente da sua comunidade, de etnia desconhecida. Ivaneide Bandeira, ambientalista e fundadora da Associação de Defesa Etnoambiental Kanindé, lamentou a extinção de mais uma etnia indígena no país. Ela participou do processo de localização do “Índio do Buraco”, que aconteceu há mais de 20 anos.
“É muito triste o que aconteceu com o índio isolado do Tanaru. Ele não aceitava de forma nenhuma o contato com essa sociedade que massacra e leva à extinção vários povos indígenas”, disse Bandeira.
O indígena vivia sozinho depois que os últimos membros de seu povo foram mortos por fazendeiros em 1995. A primeira vez que ele foi visto foi no ano seguinte, pela Frente de Proteção Etnoambiental Guaporé (FPE Guaporé), sediada em Alta Floresta do Oeste (RO).
Imagens dele são raras. Em um vídeo gravado por agentes da Funai em 2018 mostra o indígena apenas de longe.
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