03/SET 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

A empresários, Bolsonaro repete declarações de entrevista e ignora ação da PF

Publicado em 23 de agosto, 2022

A empresários, Bolsonaro repete declarações de entrevista e ignora ação da PF

O presidente Jair Bolsonaro (PL) participou nesta terça-feira (23) de um almoço com 40 empresários do Grupo Esfera, no qual reiterou declarações dadas na véspera, em entrevista ao Jornal Nacional.

O candidato à reeleição não fez comentários sobre a operação da Polícia Federal contra oito empresários que participam de um grupo de WhatsApp no qual circularam mensagens em apoio a um suposto golpe de estado, em caso de vitória do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições de outubro.

A operação da PF foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

De acordo com participantes do almoço, o único momento em que os mandados de busca e apreensão e quebras de sigilo cumpridos hoje foram citados foi em um voto de louvor a um dos alvos da operação, o fundador da administradora de shoppings Multiplan, José Isaac Peres, que faz parte do Esfera.

A comitiva presidencial contava com 25 integrantes, incluindo o presidente, ministros como Paulo Guedes (Economia), Fábio Faria (Comunicações) e Ciro Nogueira (Casa Civil), além dos três filhos mais velhos de Bolsonaro – o senador Flávio (PL-RJ), o vereador Carlos (Republicanos-RJ) e o deputado Eduardo (PL-SP) – e do ex-ministro Tarcísio Gomes de Freitas, candidato do Republicanos ao governo de São Paulo. O grupo chegou por volta das 11h15 e deixou o local do almoço, na capital paulista, às 13h40.

Entre os empresários participantes do evento, a avaliação é de que a operação da PF contra Peres e outros empresários citados em reportagens do site Metrópoles seria um “excesso”, em especial pelos pedidos de bloqueio de contas em redes sociais e quebras de sigilo bancário.

Liberdade de pensamento

De acordo com relatos de participantes, a decisão do ministro Alexandre de Moraes foi classificada como uma punição à liberdade de pensamento. Parte dos empresários chegou a falar, mais uma vez, em ditadura da toga.

Segundo relatos feitos por três presentes no encontro, o presidente evitou tratar o tema e não criticou a decisão do ministro do Supremo.

No encontro, ainda de acordo com presentes, houve uma avaliação de que, antes da deflagração da operação de busca e apreensão, teria sido mais cauteloso ouvir os oitos empresários bolsonaristas.

O diagnóstico de integrantes do grupo empresarial é de que a apreensão, por exemplo, dos telefones celulares foi uma medida exagerada e que poderia ser feita apenas após oitivas com os envolvidos.

Veja mais notícias em Geral

RELACIONADAS

Portal do Marcos Santos
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.