
Maribel é uma menina sequestrada por um pirata que conhece um fantasma que morre de medo de gente. Foto: Divulgação
Nesta quinta-feira (21), a produção infanto-juvenil “Pluft, o Fantasminha” estreia nos cinemas. É o primeiro filme infantil brasileiro de live-action em 3D, e serão disponibilizadas também cópias em 2D. Outro pioneirismo da produção são as filmagens subaquáticas para dar vida ao universo fantástico do mundo dos fantasmas.
O longa dirigido por Rosane Svartman e produzido por Clélia Bessa é a adaptação para o cinema da clássica peça de teatro escrita por Maria Clara Machado e encenada pela primeira vez em 1955. O roteiro é assinado por Cacá Mourthé, sobrinha de Maria Clara Machado, e José Lavigne, que trabalharam por muitos anos com a autora no Teatro Tablado.
Na história, a menina Maribel (Lola Belli) é sequestrada pelo pirata Perna-de-Pau (Juliano Cazarré), que quer usá-la para achar o tesouro deixado pelo seu avô, o falecido Capitão Bonança Arco-íris. Na casa abandonada onde o capitão morou, Maribel espera pela ajuda dos marinheiros Sebastião (Arthur Aguiar), João (Lucas Salles) e Juliano (Hugo Germano), muito amigos do velho capitão, que saem em uma atrapalhada busca pela garota. Eles não chegam nunca e ela acaba conhecendo o fantasminha Pluft (Nicolas Cruz), que morre de medo de gente, Mãe Fantasma (Fabiula Nascimento) e Tio Gerúndio (José Lavigne).
Ao conhecer Maribel, o fantasminha dá seu primeiro passo para enfrentar o seu medo de gente. Uma grande amizade surge desse encontro e também planos para enfrentar o Perna-de-Pau e assim libertar a garota.

Juliano Cazarré vive o Pirata-Perna-de-Pau. Foto: Divulgação
Escrito para crianças, o texto atravessa diversas gerações e provoca – além dos sentimentos nostálgicos e afetuosos – a reflexão sobre enfrentar o desconhecido, como o afeto pode ajudar a lidar com o medo e conquistar a liberdade.

Os marinheiros João (Lucas Salles), Sebastião (Arthur Aguiar) e Julião (Hugo Germano). Foto: Divulgação
“Pluft, o Fantasminha” tem trilha sonora original de Tim Rescala e conta com interpretações de Frejat, Simone Mazzer, do Coral da Gente com a Orquestra Sinfônica de Heliópolis e do coro infantil da UFRJ, acompanhados de piano, violinos, flautas, contrabaixos, percussão, bateria e trompete.

O Capitão Bonança Arco-íris é Hugo Carvana, que aparece em diversas cenas representado por uma pintura. Foto: Divulgação
O Capitão Bonança Arco-íris é Hugo Carvana, que aparece em diversas cenas representado por uma pintura. Trata-se de uma homenagem póstuma de toda equipe e elenco ao ator, retratado em um quadro no sótão da casa de Pluft. “Parecia que eu estava dirigindo com ele de olho”, conta Rosane Svartman.

Foto: Divulgação
Rosane Svartman e Clélia Bessa tinham um grande desafio antes mesmo do roteiro: dar veracidade à magia de Pluft do teatro nas telas de cinema. Inspiradas pelo ilusionista francês Marie-Georges-Jean Méliès, que foi um dos precursores do cinema e dos efeitos especiais, no início do século 20, e a partir de diversos testes feitos depois da indicação do clipe subaquático de “Only You”, do Portishead, surgiu a ideia de usar uma piscina como possibilidade para dar vida aos fantasmas. Dito e feito. O “piloto”, feito numa piscina de natação para crianças no clube do Flamengo, com Rosa, filha de Rosane, e mais cinco amigos, foi aprovado por Cacá Mourthé. Então iniciaram a busca pela piscina, equipe e formatos ideais.
A piscina que deu formato e vida aos fantasmas de Pluft foi encontrada no corpo de bombeiros de Franco da Rocha, cidade do interior de São Paulo. Por duas semanas, equipe e elenco se prepararam e filmaram no local, com tecnologia, preparadores e profissionais especializados em filmagens subaquáticas com equipamentos, inclusive, desenvolvimentos a partir do briefing da produção.
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