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O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luiz Edson Fachin, alegou “dever de imparcialidade” para recusar um convite feito pelo presidente Jair Bolsonaro para que ele comparecesse a um encontro com embaixadores, na próxima segunda-feira (18), no Palácio da Alvorada.
Por presidir a Justiça Eleitoral, Fachin afirmou que não pode comparecer a eventos organizados por candidatos ou pré-candidatos, e Bolsonaro é pré-candidato à reeleição nas eleições deste ano.
“Incumbiu-me o Senhor Presidente do Tribunal Superior Eleitoral de agradecer ao honroso convite, mas, na condição de quem preside o Tribunal que julga a legalidade das ações dos pré-candidatos ou candidatos durante o pleito deste ano, o dever de imparcialidade o impede de comparecer a eventos por eles organizados”, respondeu em ofício Fernanda Jannuzzi, chefe do Cerimonial do TSE.
O convite assinado pelo embaixador André Chermont de Lima, chefe do Cerimonial da Presidência da República, é datado de quarta-feira (13) e não menciona qual é o tema do encontro com os “chefes de missão diplomática”.
Em transmissão ao vivo por uma rede social no dia 7 deste mês, Bolsonaro anunciou a reunião com os embaixadores e disse que o encontro seria para falar sobre “como é o sistema eleitoral brasileiro”, com documentos sobre as eleições de 2014 e 2018.
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