14/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

EXCLUSIVO Pousada de luxo fechada em Figueiredo cobra R$ 1,8 mil a diária

Publicado em 08 de julho, 2022

EXCLUSIVO Pousada de luxo

EXCLUSIVO Pousada de luxo (foto), que começou modestamente, modernizou instalações após investimento de acusados de sonegação fiscal presos

Integrantes do Ministério Público do Paraná e Amazonas realizaram, terça (05/07), uma operação contra sonegação de impostos, lavagem de dinheiro e outros crimes, em Curitiba (PR) e Presidente Figueiredo (AM). A ação é do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco). O dinheiro teria sido usado para comprar e reformar uma pousada em Figueiredo. Mas o nome não foi divulgado. O portal apurou que se trata do Hotel Ilha das Araras, no ramal Rumo Certo, KM-165 da BR-174.

O local, que começou modestamente, hoje exibe em seu perfil do FaceBook modernas acomodações. O preço da diária, segundo as fontes, chega a R$ 1,8 mil, o que a coloca entre os pernoites mais caros do Amazonas.

A localização da pousada de luxo fechada é no meio da “cacaia”. É assim que é conhecida a região do Lago de Balbina apinhada de troncos de árvores, a cacaia, resultantes da inundação provocada pela represa da hidrelétrica de Balbina. Para chegar até lá é preciso ir de carro, pela rodovia BR-174, entrar no ramal Rumo Certo, no KM-165, e esperar pela condução na margem do lago.

Grupos do Paraná, de outros Estados e até do exterior exibem, no perfil, fotografias com tucunarés. A pesca esportiva é o ponto forte do Ilha das Araras.

EXCLUSIVO Pousada de luxo

Acomodações são novas e modernas (foto), no hotel Ilha das Araras, tendo diárias cobradas a até R$ 1,8 mil

A procura por pousadas e hotéis assim, em Balbina e Presidente Figueiredo, aumenta nesta época do ano. A enchente inviabiliza a pescaria do tucunaré em outros rios do Amazonas e o lago de Balbina se torna a opção mais visível.

 

A operação

O Gaeco denominou a ação de “Operação de Taregas”. Trata-se do nome dado a quem negocia com tarecos ou ferro-velho. O grupo investigado seria especializado na negociação com metais.

A polícia apreendeu, durante a execução dos mandados judiciais, R$ 300 mil em espécie, dólares e euros, num suporte de luz de banheiro.

O empresário suspeito de comandar o esquema, cujo nome não foi revelado, já havia sido preso em 2021, mas foi liberado pela Justiça. E continuou cometendo os crimes.

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