O envolvimento de outras pessoas na morte do indigenista Bruno Araújo Pereira e do jornalista inglês Dom Philips está sendo investigado pelo comitê de crise, coordenado pela Polícia Federal. “Novas prisões devem ocorrer”, afirmou o delegado da PF.
As causas e circunstâncias do crime ainda estão em fase de investigação, que correm em sigilo.
Os corpos dos dois desaparecidos foram encontrados após um dos homens presos, Amarildo da Costa Oliveira, o “Pelado”, ter confessado o crime na noite de terça-feira (14). Hoje de manhã, Pelado indicou à equipe de buscas o local onde enterrou os corpos. Os remanescentes humanos serão enviados amanhã (16) para o Instituto de Criminalística da PF, em Brasília, para perícia e identificação.
Segundo a PF, o local onde as vítimas foram enterradas é de difícil acesso, mata adentro e cerca de 3,1km distante de onde foram localizados objetos pertencentes ao indigenista e ao jornalista.
Bruno e Phillips foram vistos pela última vez quando chegaram na comunidade São Rafael por volta das 6h do dia 5 de junho, onde conversaram com a esposa do líder comunitário apelidado de Churrasco. De lá, eles partiram rumo a Atalaia do Norte, viagem que dura aproximadamente duas horas, mas não chegaram ao destino.
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