08/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Wilson Lima e presidente da Potássio do Brasil discutem estratégias para diversificar matriz econômica do AM

Publicado em 08 de junho, 2022

O governador recebeu Adriano Espeschit nesta quarta-feira (8). Foto: Divulgação/Secom

O governador do Amazonas, Wilson Lima, recebeu, nesta quarta-feira (8/6), o presidente da empresa Potássio do Brasil, Adriano Espeschit, na sede de Governo, na zona Oeste de Manaus. No encontro foram discutidas estratégias para diversificação da matriz econômica do estado a partir do desenvolvimento de novos polos de produção.

“A questão mineral é algo que é fundamental para o estado do Amazonas. É o que vai fazer frente também à Zona Franca de Manaus. É importante a gente ter a Zona Franca, mas é necessário que a gente encontre outras atividades que possam ser complementares ao modelo, porque a Zona Franca não é eterna”, disse Wilson Lima.

O governador afirmou, ainda, que irá mobilizar a equipe técnica do Governo do Estado para, juntamente com os órgãos competentes e a Potássio do Brasil, contribuir para a viabilizar a mineração de potássio na região do município de Autazes (a 113 quilômetros de Manaus).

“Há uma necessidade premente que efetivamente isso aconteça. Eu tenho interesse que as coisas caminhem nesse sentido. E aqui o meu compromisso com o esforço de fazer aquilo que estiver ao nosso alcance”, destacou Wilson Lima.

Adriano Espeschit, ressaltou que a instalação da mineração em Autazes, respeitando os critérios dos órgãos ambientais e de controle, vai promover geração de empregos durante a implantação e, também, por todo o período de atuação da empresa, que deve ocorrer ao longo de 25 anos.

“Na fase de implantação nós vamos gerar, em média, 2.600 empregos diretos. Na de operação, 1.300 empregos diretos. Segundo a Fiesp, cada emprego desse vai gerar mais de 17 mil empregos indiretos, que também podem ser em Manaus”, detalhou o executivo.

Fora de terras indígenas

Adriano Espeschit destacou, ainda, que o local de atuação da empresa está 100% fora das terras indígenas. “O projeto Autazes é um projeto sustentável. A gente deixa de queimar diesel de navios que trazem fertilizantes de 10 mil milhas de distância. Estamos produzindo potássio com uma geração de energia elétrica limpa, ao contrário da geração de energia elétrica no Canadá, na Rússia, que é à carvão, combustível fóssil”, afirmou.

Atualmente, o Projeto Potássio Autazes, da Potássio do Brasil, está em fase de licenciamento ambiental. O empreendimento já possui a Licença Prévia (LP) e aguarda a Licença de Instalação (LI).

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