
Os casos de estupro contra mulheres na Índia são frequentes, principalmente as de castas marginalizadas. Foto: REUTERS/Rupak De Chowdhuri
Uma menina de 13 anos, vítima de estupro coletivo na Índia, tomou coragem e foi à delegacia fazer a denúncia. Mas o policial que a atendeu, ao invés de registrar o ocorrido, também estuprou a adolescente, que pertence a comunidade Dalit, ainda marginalizada por membros de castas consideradas superiores.
Segundo autoridades locais, o policial foi preso nesta quinta-feira (5), além da tia da menina por suspeita de estar envolvida no crime. Outros 29 funcionários da delegacia foram suspensos de suas atividades acusados de conivência. O caso aconteceu no Estado de Uttar Pradesh, no norte do país, onde fica o Taj Mahal, o mausoléu Patrimônio Mundial da Unesco visitado por milhares de turistas.
O caso gerou revolta ao redor do país. Manifestações para chamar atenção para casos de estupro a adolescentes têm sido cada vez mais comuns na Índia. Nas redes sociais, vários políticos e personalidades se manifestaram.
Também esta semana, outra adolescente em Uttar Pradesh foi arrancada do carro onde estava com a tia e estuprada por quatro jovens, segundo o jornal “Times of India”. Os criminosos, de acordo com a mídia local, filmaram o crime, e as imagens viralizaram nas redes sociais.
Segundo a imprensa local, o pai da menina afirmou que ela foi estuprada durante vários dias por quatro homens no mês passado. Os criminosos, de acordo com a mídia, sequestraram a menina.
Em 2012, uma adolescente morreu na Índia após ser estuprada e torturada por vários homens em um ônibus em Nova Délhi.
Desde então, as leis e as penas relativas a estupro na Índia foram revisadas e endurecidas, mas o país continua registrando mais de 28.000 estupros declarados em 2020, segundo estatísticas oficiais.
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