Projeto do parque Encontro das Águas é apresentado a movimentos sociais da Colônia Antônio Aleixo

A reunião ocorreu na sede do Morhan, com equipes do Implurb e do SOS Encontro das Águas. Foto: Divulgação/Implurb

Representantes de comunidades e movimentos sociais da Colônia Antônio Aleixo, zona Leste, foram atualizados, nesta sexta-feira, 29/4, pela Prefeitura de Manaus, sobre o futuro parque Encontro das Águas Rosa Almeida, um projeto do arquiteto Oscar Niemeyer. A reunião ocorreu na sede do Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase (Morhan), com equipes do Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb) e do SOS Encontro das Águas.

O projeto de Niemeyer foi contratado pelo município em 2006, sendo retomado 16 anos depois, na gestão David Almeida para ser, como as obras assinadas pelo arquiteto em todo o mundo, uma construção incrível da arquitetura, desta vez na Amazônia, instalada no platô na zona Leste com vista para o encontro dos rios Negro e Solimões.

O Implurb desenvolve os projetos complementares e está em fase de licenciamento para lançar a licitação até setembro deste ano. A entrega do parque está prevista para 2023, tendo oito meses de construção.

Para o diretor-presidente do instituto, engenheiro Carlos Valente, a reunião com os moradores e movimentos sociais para apresentar o projeto faz parte das articulações para a construção coletiva e inclusiva de programas urbanísticos da capital. “Reunimos com representantes da comunidade, incluindo idosos, jovens, profissionais liberais, todos interessados na obra e nos benefícios que ela vai levar ao bairro. Apresentamos a concepção atual e fizemos esclarecimentos, mostrando que o parque vai agregar valor cultural, social, econômico e turístico ao ambiente. É mais uma ação do prefeito David Almeida, de transformar a capital numa potência turística. E foi aqui, exatamente no bairro da Colônia Antônio Aleixo, que o prefeito fez sua primeira ação de gestão, no dia 1º de janeiro”, recordou Valente.

Foto: Divulgação/Implurb

O coordenador do movimento SOS Encontro das Águas, professor Ademir Ramos, reforçou a importância da participação comunitária no processo de discussão de empreendimentos públicos. “A comunidade e suas lideranças queriam saber o que será construído, qual a função da obra, a importância dela, e tiveram a oportunidade de ouvir, discutir e participar do que a Prefeitura de Manaus está propondo para o lugar, sobretudo para a proteção deste bem”, disse.

Para ele, encontros assim são importantíssimos para dirimir dúvidas e envolver a comunidade numa ação coletiva com foco no bem comum. “O movimento fez essa articulação para fortalecer a relação entre os atores, o poder público, a prefeitura, e as representações populares e sociais”, comentou.

Para o coordenador do Morhan estadual, Pedro Borges da Silva, o sonho do projeto com vista para o Encontro das Águas está mais próximo de se realizar, ampliando a oferta turística para a zona Leste e dando maior visibilidade ao bairro e aos seus mais de 30 mil habitantes.

“Passados 16 anos, David Almeida, numa visão estratégica, mostra para a cidade que projetos bons têm que ser resgatados e executados. O parque Encontro das Águas Rosa Almeida será o primeiro ou segundo monumento turístico do século, equivalente ao Teatro Amazonas, de grande visitação local, nacional e internacional”, completou Valente.

Homenagens

Com vista privilegiada para o Encontro das Águas, o parque receberá o nome de Rosa Almeida, mãe do prefeito David Almeida, vítima de uma parada cardíaca em 2020, em decorrência da Covid-19.

Distribuído em uma área total de mais de 120 mil metros quadrados, com encostas e grande declividade, o parque tem vista para o cartão-postal natural onde correm os rios Negro e Solimões. Nele, estão os elementos do projeto original de Oscar Niemeyer, que receberá ainda mirante, centro de artes, museu, restaurante e outros elementos urbanos.

O arquiteto Niemeyer desenhou uma estrutura em concreto armado, na sua assinatura de reinterpretação de materiais modernos e volumes puros, na relação arte-arquitetura. Para o parque, há o contraste geométrico entre formas arquitetônicas orgânicas – a representação dos rios – com a natureza exuberante.

As hastes em concreto armado têm 30 metros de diâmetros e uma lâmina em cima, com 17 metros de altura, representando os rios Negro e Solimões. A outra parte é um restaurante, também dando curva ao concreto.

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