
A maioria das casas de sucatas opera com o registro impróprio e algumas, inclusive, já foram autuadas anteriormente. Foto: Divulgação/Antonio Pereira/Semcom
A Prefeitura de Manaus, por meio do Centro de Cooperação da Cidade (CCC), realizou, juntamente com o governo do Estado, por meio da Central Integrada de Fiscalização (CIF), operação para apurar irregularidades em estabelecimentos que compram e vendem sucata na zona Sul. A ação contou com a participação de ao menos seis órgãos que integram a estrutura do Executivo municipal.
A atividade realizada foi uma solicitação do CCC, que convocou alguns órgãos do município, entre eles a Secretaria Municipal de Finanças e Tecnologia da Informação (Semef), que interditou três estabelecimentos por documentação irregular.
A maioria das casas de sucatas opera com o registro impróprio e algumas, inclusive, já foram autuadas anteriormente, desobedecendo as diretrizes da prefeitura, que lacrou esses espaços. Outro ponto analisado pela fiscalização foram os constantes furtos de fios pela cidade, comprometendo diversos serviços públicos, prejudicando a população.

Foto: Divulgação/Antonio Pereira/Semcom
Para o superintendente do CCC, Sandro Diz, esse tipo de ação deve se tornar uma rotina. “Esse tipo de fiscalização é essencial, porque a cidade tem sofrido muito com os furtos das fiações, que são importantes para que o serviço público se mantenha ativo. Esse tipo de fiscalização vai inibir quem compra e quem vende também, porque a partir do momento que eles sabem que são constantemente fiscalizados, eles vão ser obrigados a mudar as suas atividades”, observa Sandro.
Ele orienta a população que, ao notar furtos em prédios públicos, denuncie a ocorrência ao 180 ou ao 153 da Guarda Municipal. “O apoio da população é fundamental. Quem comete esses delitos, mostra que está cometendo. Precisamos reprimir essas atividades”, completa.
A Unidade Gestora de Abastecimento de Energia Elétrica (UGPM) também participou da CIF e a expertise dos servidores foi o diferencial na análise dos cabos. “Não tem orçamento que consiga repor a quantidade de fios e cabos furtados, por isso, colocamos nossos colaboradores também nessa operação, para que sejam identificados os materiais e assim nós possamos ajudar os demais órgãos”, comenta o superintendente da unidade, Helder Silveira.