
Dória desiste, depois de ter vencido as prévias tucanas, onde derrotou Arthur Virgílio (com ele na foto) e Eduardo Leite
O governador de São Paulo, João Dória Jr., comunicou, na manhã desta quinta-feira (31/03), a desistência de concorrer à Presidência da República. Ele permanece no Governo de São Paulo, não concorre à reeleição e deve deixar o PSDB. A mexida abre caminho para a entrada dos tucanos na federação formada pelo DEM e PSL, a União Brasil, do governador do Amazonas, Wilson Lima, para onde pode convergir também o MDB, do senador Eduardo Braga.
Eduardo Leite, que renunciou ao Governo do Rio Grande do Sul, deve ser o candidato a presidente da coligação. Dória, que não passou dos 5% de intenção de voto, tem o apoio de caciques do PSDB, como Fernando Henrique e José Serra. Leite é empurrado por Tasso Jereissati e Aécio Neves, além do secretário-geral do União Brasil, ACM Neto.
O primeiro resultado do gesto de Dória foi interno. O vice-governador Rodrigo Garcia, que trocou o DEM pelo PSDB, para concorrer ao Governo, pediu demissão da Secretaria de Governo. Dória deve apresentar a renúncia, oficialmente, no Congresso de Municípios, às 16h, no Palácio dos Bandeirantes. Ainda há “bombeiros” tentando fazê-lo desistir da desistência.
As mexidas podem repercutir no Amazonas.
O senador Eduardo Braga é o candidato nato do MDB, mas essa condição seria abalada com a entrada no União Brasil. Amazonino Mendes, que entra no Cidadania de olho na federação que seria formada com o PSDB, volta a ficar no limbo, sem garantia de sigla para disputar. O governador Wilson Lima “aparelhou” a federação, filiando 41 prefeitos, e dificilmente perde a vaga para concorrer à reeleição.
A reviravolta só estará sacramentada, em definitivo, após o dia 31 de maio, prazo final para federações obterem registros civil e do estatuto no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A data limite era 1º de março, mas uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) obrigou à alteração.
Os pré-candidatos nas eleições deste ano ficaram a ver navios. Eles terão que se filiar às siglas partidárias sem saber quais os parceiros com os quais irão disputar. O prazo final de filiação é amanhã (01/04).
Para complicar, federações partidárias só podem indicar candidatos a deputados federal e estadual no número de vagas disponíveis para cada unidade da federação mais um. No Amazonas são nove vagas de candidatos para deputado federal e 25 para deputado estadual, por cada uma federação ou partido concorrente.
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